As primeiras 120 mil doses da Coronavac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan chegaram nesta... Lote com 120 mil doses da Coronavac já estão em SP: vacina Oxford mostra eficácia para idosos

As primeiras 120 mil doses da Coronavac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan chegaram nesta quinta-feira (19), no Aeroporto Internacional de São Paulo.

O material ficará em local sigiloso e só poderá ser utilizado quando for liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O desembarque do lote foi acompanhado pelo diretor do Butantan, Dimas Covas, pelo secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, e pelo governador João Doria (PSDB-SP).

Doria declarou que a Coronavac “é uma das vacinas que vai ajudar a salvar a vida de milhões de brasileiros. Até o final de dezembro serão 6 milhões [de doses], até janeiro, 46 milhões. E, muito em breve, podemos chegar a 100 milhões de doses. Nós temos, sim, outras vacinas também. A vacina salva, a vacina pode colocar a normalidade na vida do pais”.

Nas próximas semanas, o Instituto Butantan deverá receber parte dos insumos para fabricar 40 milhões de doses.

A previsão é que a vacinação comece no primeiro semestre de 2021. Cada pessoa vai receber duas doses. Ou seja, neste primeiro momento a vacina será aplicada em 23 milhões de pessoas.

Outra notícia promissora é a de outra vacina, a desenvolvida pela Universidade Oxford (Reino Unido) junto com a multinacional anglo-sueca AstraZeneca, que também está na terceira e última fase de testes, que contam com a participação de voluntários brasileiros.

Oxford

Nesta quinta-feira (19), a revista científica The Lancet publicou um estudo feito durante a fase 2 de testes desta vacina. Isto significa que os dados já foram validados por cientistas independentes.

De acordo com os pesquisadores de Oxford, a vacina foi testada em 560 voluntários, entre eles, 240 com mais de 70 anos.

Na fase 2, eles avaliaram a segurança e a capacidade do imunizante de gerar resposta imune principalmente em idosos.

Os resultados foram animadores. As reações adversas foram leves, sendo que as mais comuns foram dor no local da injeção, fadiga, dor de cabeça, dor muscular e febre.

Os idosos apresentaram menos efeitos adversos do que os adultos mais jovens e toleraram melhor a vacina.

O estudo também constatou que a resposta imune foi semelhante em todas as faixas etárias depois da segunda dose.

Os pesquisadores indicaram a falta de mais voluntários com mais de 80 anos e de pessoas com doenças crônicas como limitações do estudo, mas estão otimistas.

O coautor do estudo, Maheshi Ramasamy, disse que o resultado em idosos é encorajador. “As respostas robustas de anticorpos e células T vistas em pessoas mais velhas em nosso estudo são encorajadoras. Esperamos que isso signifique que nossa vacina ajudará a proteger algumas das pessoas mais vulneráveis da sociedade, mas mais pesquisas serão necessárias antes que possamos ter certeza.”

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