O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chamou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, de “desastre para o país e para o governo”, e... Maia chama Pazuello de “desastre”: Câmara aprova LDO por 444 a 10

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chamou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, de “desastre para o país e para o governo”, e que ele compromete a imagem do Exército com sua “incompetência”.

As declarações foram dadas durante um café da manhã com jornalistas, na residência oficial da presidência da Câmara nesta quarta-feira (16).

Ele afirmou que o ministro, que era elogiado por sua habilidade logística, “até agora não apresentou nada organizado, para a vacina, para nada. No momento da pandemia, o ministério da Saúde do jeito que está, quem vai pagar a conta primeiro é a sociedade, que é mais importante do que o governo pagar a conta”.

Maia alertou para o risco da imagem do Exército ser prejudicada pela gestão de Pazuello.

“E acho que ele pode, sem dúvida nenhuma, além de prejudicar muito a imagem do Exército brasileiro, ele pode comprometer muito, com essa falta de organização, com essa incompetência, tanto a solução para a vacina quanto a solução para esse movimento, esse aumento no número de infectados, de mortos, que precisaria de uma articulação melhor e de melhor qualidade entre governo federal, estados e municípios”.

O presidente da Câmara lamentou que o Exército vai perder o que ganhou em imagem nos últimos anos depois da redemocratização e disse que nem todos os militares do primeiro escalão do governo merecem as críticas duras como as que fez em relação ao general Pazuello.

“Admiro muito o (general Luiz Eduardo) Ramos (ministro da Secretaria de Governo) e (general Walter) Braga Neto (ministro da Casa Civil). Acho que foram treinados para comandar e não para liderar. Acho que estão ali tentando fazer o melhor deles, com todas as dificuldades que está no entorno do presidente”.

Maia, que termina o mandato em fevereiro, fez uma ressalva declarando que os militares têm pouco conhecimento de política e da relação com o Legislativo. “Como geralmente os militares tendem a saber comandar e não a liderar, eles acham que essa relação é de comando. Se eu libero a emenda, eu comando uma bancada, e não é assim”.

Horas depois, em sessão remota do Congresso, por 444 a 10, o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021 foi aprovado pelos deputados.

Ainda nesta quarta-feira (16), a proposta será votada pelo Senado, também de forma virtual.

A LDO traz as regras básicas para a execução do orçamento do ano seguinte, contando as previsões de receitas e despesas.

Entre os pontos principais, destacam-se a correção sem aumento real do salário mínimo, de R$ 1.045 para R$ 1.088, e a meta de déficit primário de R$ 247,1 bilhões.

A LDO precisa ser aprovada antes do final do mês para que o governo federal tenha recursos para os pagamentos de despesas como salários e aposentadorias em janeiro.

Este ano a LDO não foi analisada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), como é exigido na Constituição. Ela não foi instalada por causa da pandemia e da falta de acordo entre os partidos.

A Lei Orçamentária (LOA), que detalha os gastos do governo federal, só será votada em 2021.

Equipe TV Democracia

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