O presidente Jair Bolsonaro recebeu o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no Palácio da Alvorada, nesta segunda-feira (5). Eles e os ministros da... Maia diz que a situação fiscal do país é prioridade antes da criação do Renda Cidadã: ele vai se encontrar hoje com Guedes

O presidente Jair Bolsonaro recebeu o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no Palácio da Alvorada, nesta segunda-feira (5).

Eles e os ministros da Secretaria da Presidência, Luiz Eduardo Ramos, e do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho; e o relator do orçamento de 2021 e da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) emergencial o senador Márcio Bittar (MDB-AC) discutiram o novo programa social Renda Cidadã e a reforma tributária.

Maia, que se recuperou da Covid-19, disse que a prioridade é a situação fiscal do país.

“A solução do Renda Cidadã tem que ser posterior à solução do teto de gastos. Isso é necessário para garantir que as despesas ficarão controladas nos próximos 24 meses. É preciso resolver os gatilhos imediatamente. Temos pouco tempo para solucionar os problemas. Temos que unir esforços para resolver a situação fiscal do país”.

O Renda Cidadã vai substituir o Bolsa Família e vai estender o Auxílio Emergencial que termina no final do ano, mas que tem gerado aumento de popularidade do presidente.

Falta definir de onde virão os recursos do novo programa assistencial.

As sugestões de retirar parte do orçamento destinado ao Fundeb, o fundo de financiamento da educação básica, e dos precatórios, dívidas judiciais que o governo é obrigado a pagar; provocou críticas de fora e de dentro do governo.

Maia também vai se encontrar com o ministro da Economia, Paulo Guedes, em um jantar à noite na casa do ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU).

A reunião articulada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) acontece no momento em que Guedes e o presidente da Câmara vem trocando farpas públicas.

“O presidente da Câmara e o ministro da Economia não podem ficar dando cotoveladas o tempo todo. É preciso solucionar os problemas do país”, disse Maia.

Nesta segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro escolheu o ministro da Secretaria-Geral, Jorge de Oliveira, para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).

Ele vai substituir o ministro José Múcio, atual presidente do TCU, que vai deixar o cargo no dia 31 de dezembro.

Múcio vai antecipar em 2 anos e 9 meses a aposentadoria compulsória.

A nomeação de Bolsonaro é a única possível ao presidente, já que as outras vagas no tribunal são preenchidas por nomes indicados pelo Congresso ou por auditores e membros do Ministério Público de Contas.

Na semana passada, Jorge de Oliveira chegou a ser cotado para o Supremo Tribunal Federal (STF) no lugar do ministro Celso de Mello, mas Bolsonaro preferiu o desembargador Kassio Nunes.

Equipe TV Democracia

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