Ministros da ala militar do Governo Bolsonaro estão revendo seus posicionamentos de defesa da permanência do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, depois da... Mandetta perde apoio de militares e fica mais isolado no Governo Bolsonaro

Ministros da ala militar do Governo Bolsonaro estão revendo seus posicionamentos de defesa da permanência do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, depois da entrevista que ele concedeu ao Fantástico (TV Globo), no domingo (14).

Para a cúpula fardada, que foi fundamental para segurar o ministro no cargo, na semana passada, Mandetta fez um confronto público com Bolsonaro, não obedecendo à hierarquia do cargo, e reacendeu um conflito que havia diminuído de temperatura.

Bolsonaro no entanto, quer que Mandetta peça demissão, evitando que o ministro saia do governo com a imagem de mártir.

Relações delicadas

Na reunião que tiveram a sós, na semana passada, Jair Bolsonaro e Henrique Mandetta combinaram um “modo de convivência” durante a crise do coronavírus: o presidente continua na sua linha de que o isolamento vai provocar um caos econômico, e o ministro da Saúde continua recomendando que a população siga o confinamento, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e as autoridades de saúde.

Apesar do que foi acordado no despacho, Mandetta afirma a aliados que sabe que o presidente não o quer mais no governo — e aguarda o melhor momento de tirá-lo, já que ele não irá se adaptar ao discurso político seguido pelo chefe do Executivo. Mandetta repete que as pressões dos ministros do governo por remédios sem comprovação científica, por exemplo, “funciona para a política, mas não para a ciência”.

Neste domingo (12), após a entrevista que deu ao Fantástico, Mandetta confidenciou a interlocutores que “seria coerente” o presidente reagir às suas críticas. “Faz parte”, comentou a aliados, segundo o G1 apurou.

Neste contexto, o presidente Jair Bolsonaro começa uma estratégia de forçá-lo a pedir demissão do cargo. Desde a semana retrasada, Bolsonaro avalia trocar o comando do Ministério da Saúde, mas vinha sendo demovido pela cúpula fardada. O conselho era para que ele fizesse uma mudança apenas em junho, ao término da fase mais aguda da pandemia do coronavírus”, aponta reportagem da Folha de S. Paulo.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta

Fabio Pannunzio

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