As medidas de quarentena em maio podem ter poupado até 118 mil vidas em todo o país. É o que revela pesquisa feita por...

(foto Beno Suckeveris)

As medidas de quarentena em maio podem ter poupado até 118 mil vidas em todo o país. É o que revela pesquisa feita por professores da área de estatísticas econômicas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFFRJ) publicada nesta sexta-feira (24) pelo jornal O Globo.

A equipe estudou a transmissão do coronavírus e levou em conta dados de isolamento social por meio de monitoramento por GPS de celulares e como eles interferiram na disseminação da doença, disse o professor Caio Chain.

Chain explicou que, com bases nestes dados, “conseguimos ver como teria sido a pandemia sem isolamento social, obtendo um número projetado de casos e, aplicando a taxa de letalidade do modelo epidemiológico da Covid-19, chegamos a algumas estimativas de mortes que foram evitadas. A estimativa aponta que, a cada 1% de aumento no isolamento social, houve uma redução na taxa de crescimento do vírus de até 37%”.

Em maio, o índice de isolamento foi de 44% e foram registradas 29.367 mortes por coronavírus. Como em fevereiro, mês pré-pandemia, por exemplo, a taxa de isolamento era de 25%, a estatística resultaria em 147.447 mortes. Este número menos o de maio geraria uma diferença aproximada de 118 mil óbitos evitados.

Em comparação com levantamentos parecidos realizados em outros países, o isolamento no Brasil foi pouco eficiente. “O número de óbitos no país em um mês, no cenário provável, seria cinco vezes maior sem as medidas restritivas”.

De acordo com estimativas publicadas na revista científica Nature, o número de mortes em 11 países europeus seria de 3,2 milhões em vez de 129 mil, 25 vezes mais, se não fossem adotadas medidas de isolamento entre março e abril, no início da pandemia.

Equipe TV Democracia

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