O ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, disse nesta quarta-feira (29), que desconhece qualquer “ilícito” cometido pela Lava Jato. Em entrevista à Andréia Sadi,da GloboNews,... Moro responde às críticas de Aras sobre a Operação Lava Jato

O ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, disse nesta quarta-feira (29), que desconhece qualquer “ilícito” cometido pela Lava Jato.

Em entrevista à Andréia Sadi,da GloboNews, Moro afirmou que “a Lava Jato foi construída em todas as instâncias, inclusive no Supremo Tribunal Federal (STF)”.

O ex-ministro deixou o governo Bolsonaro em abril e é apontado como um dos candidatos à Presidência, em 2022. Desde então, a crise entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e os procuradores da Lava Jato se aprofundou.

O atual Procurador-Geral da República, Augusto Aras, criticou a Operação conduzida pelo ex-juiz federal, num debate virtual com advogados realizado ontem (28).

Aras declarou que “é hora de corrigir rumos para que o lavajatismo passe e seja substituído no Ministério Público (MP) por outro modelo de enfrentamento à criminalidade”.

Ele ressalvou que “a correção de rumos não significa redução no combate à corrupção”.

O Procurador-Geral afirmou que quer acabar com o “punitivismo e a caixa-preta” do MP: “Contrariamente a isso, o que nós temos aqui na casa é o pensamento de buscar fortalecer a investigação científica e, acima de tudo, visando respeitar direitos e garantias fundamentais”.

Ele disse que a “caixa-preta” do MP contém os dados de 38 mil pessoas, que “ninguém sabe como foram escolhidos, quais os critérios”.

Representantes da força-tarefa da Lava Jato criticaram Aras. Um deles, o procurador Roberson Pozzobon declarou em uma rede social, que “transparência faltou mesmo na escolha do PGR pelo presidente Bolsonaro. O transparente processo de escolha a partir da lista tríplice, votada, precedida de apresentação de propostas e debates dos candidatos, que ficou de lado, fez e falta falta”.

Aras foi o terceiro colocado da lista tríplice e foi escolhido para o cargo. Isto não é ilegal, mas, tradicionalmente, o mais votado é o nomeado para a PGR.

Equipe TV Democracia

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