O vice-presidente Hamilton Mourão admitiu a saída de ministros do governo Bolsonaro em 2021 e minimizou o fato do líder do Centrão, deputado Arthur... Mourão admite reforma ministerial e minimiza apoio do governo ao líder do Centrão envolvido em “rachadinha”

O vice-presidente Hamilton Mourão admitiu a saída de ministros do governo Bolsonaro em 2021 e minimizou o fato do líder do Centrão, deputado Arthur Lira (PP-AL) ser réu em casos de corrupção.

Lira é o candidato preferido do Palácio do Planalto para substituir Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara na eleição de fevereiro.

Ele é réu em dois processos, um por corrupção e outro, por organização criminosa.

O primeiro tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e o segundo, na Lava Jato.

Nesta quinta-feira (3), o jornal O Estado de São Paulo publicou reportagem sobre o envolvimento do parlamentar em um esquema de desvio de dinheiro público da Assembleia Legislativa de Alagoas entre 2001 e 2007, um caso semelhante ao da “rachadinha” no gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), além de apropriar-se de parte dos salários dos servidores, Lira incluiu falsos funcionários na folha de pagamento da Assembleia alagoana.

Em nota, o deputado disse que confia na Justiça e tem certeza de que será absolvido.

Nesta sexta-feira (4), Mourão disse que não incomoda o apoio do Planalto a Lira, como se fosse normal em um governo que se elegeu com um discurso de combate à corrupção

“Vamos colocar o seguinte: a gente tem que ter base dentro do Congresso, tem que ter relacionamento. Então, as peças do tabuleiro são essas e nós temos que saber trabalhar com elas”.

O vice afirmou que não tem interferência nos acordos políticos do governo e, questionado se Bolsonaro adotou a prática do “toma-lá-dá-cá” com partidos em troca de apoio, ele disse que os ministérios seguem com titulares escolhidos pelo presidente, sem influência das siglas.

“Não vejo dessa forma (que exista toma-lá-dá-cá), até porque os ministérios continuam a ser ocupados por pessoas escolhidas pelo presidente sem estarem integradas a algum partido político especificamente”

Mourão admitiu uma reforma ministerial em 2021: “Talvez o presidente seja obrigado a trocar algumas peças, mas que a decisão final será do próprio Bolsonaro”.

Ele defendeu a ação que tramita no STF para que seja proibida a reeleição dos atuais presidentes da Câmara e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

“Acho que a Constituição é clara, não pode [reeleição]. Eu acho que teria que mudar a Constituição, mas o Supremo tem, vamos dizer, tem o arbítrio para interpretar da forma que melhor lhe aprouver”.

Até agora quatro ministros do STF foram a favor da reeleição de Maia e Alcolumbre.

Enquanto o presidente do Senado goza de apoio do Planalto, Maia é considerado um inimigo político.

Equipe TV Democracia

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