O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, criticou a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas (ONU) e falou sobre Amazônia...

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, criticou a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas (ONU) e falou sobre Amazônia em um evento realizado nesta segunda-feira (31), em Brasília.

Com a aparente ignorância sobre o fato da OMS ser uma instituição da ONU, ele criticou a falta de ajuda destes órgãos no combate à pandemia do coronavírus, o que para o vice-presidente pode causar uma “desglobalização”.

“A (Organização) Nações Unidas não teve um papel relevante nesse momento de combate à pandemia. Não houve uma única reunião do Conselho de Segurança da ONU para tratar desse assunto. E, se questiona fortemente, o desempenho da Organização Mundial da Saúde [OMS]. Isso terá consequências em um futuro próximo e o efeito pode ser essa desglobalização que nós estamos vendo”.

Durante o fórum promovido pela BandNews TV, Mourão disse que a pandemia e seus efeitos em diferentes campos é o “maior desafio da humanidade neste século e que o vírus vai conviver com a gente por um bom tempo. Mas espera que brevemente haja uma vacina ou um remédio para curar os efeitos nocivos do vírus”.

O vice-presidente também falou sobre a Amazônia. Sem citar o bloqueio de verbas públicas para ministério do Meio Ambiente utilizar no combate aos incêndios e desmatamentos ilegais na região e no Pantanal, ele afirmou que, “a Amazônia precisa de um novo modelo de desenvolvimento baseado em pesquisa e inovação. E com isso entrar na bioeconomia por meio de parcerias público-privada. Esse é o grande desafio que temos no momento. A Amazônia tem essa série de problemas que estão colocados. São os desafios que nos temos que vencer”.

Para ele é necessário que o país “vença o modelo extrativista-predatório” que “derruba a floresta pura e simplesmente para vender madeira. Temos também que avançar no desenvolvimento tecnológico e na conscientização ambiental. Mais do que nunca, isso é tema do momento que vivemos”.

Mourão pediu mais atenção dos empresários para o potencial de recursos hídricos disponíveis na Amazônia, mas negou que ela seja o “pulmão do mundo”.

“Então os temas da Amazônia estão aqui: biodiversidade, reserva hídrica. Falta água no mundo. 20% da água doce do mundo está na Amazônia. Outro dia me referi em um painel que nós vamos vender água, temos que nos preparar para isso. Empresários têm que começar a olhar isso. A reserva mineral, utilizar essa reserva, respeitando o meio ambiente, respeitando o social e com governança. [A amazônia é] Importante no equilíbrio climático, mas não é o pulmão do mundo. O pulmão do mundo são os oceanos e a produção sustentável”.

O presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal apontou a necessidade para o Brasil mostrar ao mundo que protege a Amazônia e cumpra os acordos firmados nos fóruns internacionais.

“Qual a visão que o Conselho tem que entregar à sociedade brasileira? Uma solução ambiental que controle o desmatamento e queimadas ilegais. E cumpra as metas globais que o Brasil acordou nos fóruns internacionais. A solução econômica com o aproveitamento sustentável dos recursos naturais e minerais, e a gestão compartilhada das políticas públicas. Com isso teremos uma solução para nossa imagem, fortalecendo mais do que nunca a imagem do Brasil como uma nação compromissada com a sustentabilidade”.

Equipe TV Democracia

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