O vice-presidente da República e general da reserva, Hamilton Mourão, é contra a liberação para que militares recebam acima do teto constitucional do funcionalismo.... Mourão é contra a liberação do pagamentos acima do limite constitucional do funcionalismo a militares em cargos do governo

O vice-presidente da República e general da reserva, Hamilton Mourão, é contra a liberação para que militares recebam acima do teto constitucional do funcionalismo.

Hoje, o teto é limitado a R$ 39,2 mil, o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mourão comentou nesta segunda-feira (31) a reportagem do jornal Estado de São Paulo sobre a proposta do ministério da Defesa, de permitir que os militares que ocupam cargos no governo recebam rendimentos acima do teto constitucional.

O ministério alega que haveria uma correção de distorções e pediu orientação da área jurídica para saber se poderia “driblar” o limite. Um dos beneficiários seria o próprio titular da pasta, o general da reserva Fernando Azevedo e Silva.

A Defesa já recebeu parecer favorável da Advocacia-Geral da União (AGU), mas está sob reexame desde maio pela equipe econômica, que é contrária à medida.

Mourão também apoia a decisão da equipe econômica: “Tem a questão ética e moral, que eu acho que, então, não é o caso. Eu, claramente, sou contra isso aí em um momento que nós estamos vivendo. Se a gente estivesse vivendo uma situação normal, país com recurso sobrando, tudo bem. Mas não é o que está acontecendo”.

O primeiro-escalão do governo conta com vários militares da reserva. Além do presidente Jair Bolsonaro e do vice Mourão, estão nesta situação os ministros da Casa Civil, Walter Braga Netto, do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, da Defesa, Fernando Azevedo e Silva; da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, de Minas e Energia, Bento Albuquerque e o de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes.

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, é general da ativa.

Equipe TV Democracia

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