O Parlamento Europeu aprovou resolução que pede mudanças na agenda ambiental dos quatro países do Mercosul, especialmente, do Brasil, para que seja assinado o... Mourão minimiza resolução do Parlamento Europeu que cobra mudanças na agenda ambiental do Mercosul

O Parlamento Europeu aprovou resolução que pede mudanças na agenda ambiental dos quatro países do Mercosul, especialmente, do Brasil, para que seja assinado o acordo entre a União Europeia (UE) e o bloco sul-americano.

Foram 345 votos a favor, 295 contra e 56 abstenções.

A resolução votada nesta quarta-feira (7), em Bruxelas, na Bélgica, não tem poder de veto ao acordo, mas, sinaliza que a UE poderá se recusar a ratificá-lo como está.

A bancada francesa chegou a citar nominalmente o presidente Jair Bolsonaro numa emenda: “Há extrema preocupação com a política ambiental de Jair Bolsonaro, que vai na contramão dos compromissos firmados no Acordo de Paris, em particular no que trata do combate ao aquecimento global e proteção da biodiversidade”.

O nome dele foi retirado no documento final, mas o restante da frase foi preservado.

Em um dos itens aprovados, os parlamentares pedem que o acordo garanta os produtos de parceiros passem pelo mesmo controle de qualidade, equivalência de leis trabalhistas e padrões de sustentabilidade da cadeia de produção europeia.

Em Brasília, o vice-presidente da República e presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, Hamilton Mourão, pareceu que não entendeu a gravidade de um eventual fracasso num acordo entre a UE e o Mercosul.

Ele disse que a saída é a diplomacia e criticou o “lobby dos agricultores europeus” e o Partido Verde que, para ele, têm interesses em barrar o acordo.

“Tem muito ruído nisso aí. Isso tudo faz parte do trabalho diplomático que tem que ser feito. Então, vamos com calma. Isso é uma coisa simples, né? Levou 20 anos para ser acertado isso aí e envolve muitos interesses, tem muitos interesses aí”

Equipe TV Democracia

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