O número global de mortes por coronavírus passou de 550 mil. Já são mais de 12.068.034 casos confirmados da doença. Segundo os dados divulgados... Mundo já tem mais de 550 mil mortes e 12 milhões de casos de coronavírus

O número global de mortes por coronavírus passou de 550 mil. Já são mais de 12.068.034 casos confirmados da doença.

Segundo os dados divulgados às 10h20 desta quinta-feira (9), pela Universidade de Johns Hopkins (EUA), o mundo já registrou 550.159 mortes, sendo 132.309 nos Estados Unidos, e 12.068.034 pessoas que foram infectadas pelo coronavírus. A maioria, 3.055.144, nos EUA.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que, no melhor dos cenários, uma vacina só comece a ser aplicada em larga escala em meados do ano que vem. Mas, está preocupada com a luta de governos e indústrias pela disputa do produto.

Segundo o correspondente da TV Democracia em Genebra, na Suíça, Jamil Chade, o mundo fracassou em estabelecer um acordo de solidariedade e cooperação no começo da pandemia, com a disputa por respiradores, medicamentos e máscaras, entre outros produtos.”Um comércio repleto de desvios, verdadeiros leilões de cargas e jogadas comerciais”, explicou Chade.

Para evitar uma nova crise global, a OMS negocia um acordo global sobre a vacina. Há um temor de que os países ricos comprem os primeiros estoques e deixem o restante do mundo com uma séria escassez. Não é um medo infundado. A União Europeia já reservou bilhões de euros para uma futura compra de vacina e os EUA já detêm 90% do estoque do retroviral Remdesevir, que se mostrou eficaz no tratamento hospitalar do coronavírus.

Esta semana, a OMS propôs o Acordo Global para Garantir uma Alocação Justa de Produtos da Covid-19. Pelo projeto, seriam definidos os grupos prioritários para receberem as primeiras doses da vacina. Seriam os profissionais da saúde, idosos e adultos com comorbidades de todos os países.

Juntos, são cerca de 20% da população mundial. Como serão necessárias duas doses de vacina por pessoa, a OMS calcula 3,7 bilhões de doses nesta fase a um custo imediato de US$ 11 bilhões. Aí entra outra discussão. De onde virá este dinheiro?

Pelo Acordo, os países mais pobres não pagariam pelos envios de vacina e medicamentos, que chegariam por doações. Mas, Brasil, Argentina, Rússia e outros países mais ricos ou com renda média teriam que dar uma entrada de 10% cada para receberem as doses necessárias para os grupos prioritários.

Outros obstáculos são o financiamento das compras por países como o Brasil, a falta de transparência das indústrias farmacêuticas sobre os custos de pesquisa e de produção dos produtos, a disputa pelas patentes e o nacionalismo, com cada país preocupado mais com o interesse próprio do que com a solidariedade mundial.

Nenhum comentário ainda. Comente!

Be first to leave comment below.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Notice: Trying to access array offset on value of type null in /home/wp_vihbaf/democracia.tv/wp-content/themes/goliath/theme/theme-functions.php on line 1103

Notice: Trying to access array offset on value of type null in /home/wp_vihbaf/democracia.tv/wp-content/themes/goliath/theme/theme-functions.php on line 1103