A julgar pelos registros do buscador Google, o interesse da humanidade pelo coronavírus começa a declinar. A busca por informações no Google sobre o... No Google, interesse pela pandemia começa a declinar

A julgar pelos registros do buscador Google, o interesse da humanidade pelo coronavírus começa a declinar. A busca por informações no Google sobre o agente etiológico da COVID-19 alcançou seu pico na semana entre 15 e 21 de março. A partir de então, o número de pesquisas passou a decrescer, tendo sido reduzido em 22% na semana seguinte. A curva segue declinante esta semana, mas a amostra continua aberta porque o período de coleta se encerará em 4 de abril.

Os países onde a população mais busca informações no momento são Uganda, Singapura, Sérvia, Japão e Itália.  Uganda, onde se registra o pico de interesse pelo  coronavirus, tem apenas 33 casos e não registrou nenhuma morte. A Itália, que foi até ontem o epicentro da COVID-19 na Europa, aparece em quinto lugar. La foram registrados cerca de 102 mil casos, com 11,5 mil mortes até o momento.  Lá, o pico da epidemia foi registrado no dia 27 de março. Desde então, o número de doentes vem caindo. Mas o interesse por termos relacionados à pandemia vem caindo  desde a última semana de fevereiro. Hoje, as buscas por termos relacionados à gripe despencaram 42%.

A partir dos casos de Uganda e da Itália, pode-se inferir que o grande interesse pela doença ocorre antes do pico da curva de contaminação. No auge da pandemia, a população parece já estar saturada de informações, e o interesse declina antes que a epidemia comece a abrandar.

No Brasil, o interesse pela doença despencou 65%. Isso significa que hoje estão sendo realizadas apenas 3,5 em cada 10 pesquisas registradas no pico da curva de interesse.

Fabio Pannunzio

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