O novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, está no cargo desde quinta-feira, mas já acumula trapalhadas. Depois de ser corrigido nesta sexta-feira (26),...

O novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, está no cargo desde quinta-feira, mas já acumula trapalhadas. Depois de ser corrigido nesta sexta-feira (26), pelo reitor da Universidade de Rosário, na Argentina, que negou que Decotelli tenha terminado o doutorado, e por um professor de uma faculdade do Rio, agora é a vez dele ser acusado de copiar pelo menos quatro teses de mestrado.

Segundo a publicação deste sábado (27), da colunista do UOL, Constança Rezende, (https://noticias.uol.com.br/colunas/constanca-rezende/2020/06/27/ministro-da-educacao-copiou-ao-menos-4-trechos-de-outras-teses-em-mestrado.htm), o novo ministro usou quatro trechos de outras teses de mestrado e textos acadÊmicos na introdução do próprio mestrado.

A tese de Decotelli foi apresentada em 2008, para a Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro, com o título Banrisul: do PROES ao IPO com governança corporativa.

Não é ilegal a cópia de trechos em trabalhos acadêmicos desde que, os autores sejam citados na bibliografia e os trechos copiados sejam colocados entre aspas.

No caso da tese de mestrado do ministro, não há aspas e nem todos os autores são mencionados. Aí é crime de violação de direitos autorais previstos no Código Penal Brasileiro.

Nesta sexta-feira, o professor Thomas Conti, do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), já havia mostrado outro plágio de Decotelli numa dissertação, em 2008. Segundo Conti, o ministro, que deu aulas na instituto, usou trechos idênticos ao de um relatório do Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicado no mesmo ano. Não há citação do texto, que sequer consta da bibliografia utilizada por Decotelli na dissertação.

Ontem, o reitor da Universidade argentina de Rosário negou que o novo ministro tenha recebido o título de doutor. Franco Bartolacci confirmou que ele estudou na instituição entre 2007 e 2009, mas não que a tese de doutorado foi reproavada e ele não chegou a receber o título de doutor em Administração. Mais tarde, Decotelli retirou a informação do currículo divulgado no dia da nomeação.

O ministro da Educação prometeu corrigir os erros encontrados nos documentos. Disse que ficou sem dinheiro e por isso, voltou da Argentina antes do término do curso de doutorado.

Equipe TV Democracia

Nenhum comentário ainda. Comente!

Be first to leave comment below.

O seu endereço de e-mail não será publicado.