O Brasil está bem perto das 76 mil mortes e dos 2 milhões de casos de coronavírus. De acordo com o levantamento do consórcio... O Brasil avança para 76 mil mortes causas pelo coronavírus

O Brasil está bem perto das 76 mil mortes e dos 2 milhões de casos de coronavírus. De acordo com o levantamento do consórcio de veículos de mídia divulgado às 13h desta quinta-feira (16), já são 75.697 mortes e 1.978.236 casos.

Um dos doentes que faz muito alarde do uso da hidroxicloroquina no tratamento da doença, o presidente Jair Bolsonaro, deveria prestar atenção a uma pesquisa publicado ontem (15), pela universidade britânica de Oxford.

Os resultados preliminares do estudo revelaram que, o medicamento causou a piora do quadro e morte pela Covid-19 em 1,5 mil pacientes. E mais: ele não reduziu a mortalidade e foi associado a períodos mais longos de internação, a risco aumentado de morte ou necessidade de ventilação mecânica para o paciente.

A conclusão dos pesquisadores da Oxford é que, “embora preliminares, os resultados indicam que a hidroxicloroquina não é um tratamento eficaz para pacientes hospitalizados com Covid-19”.

Voltando ao Brasil, a tendência da pandemia no estado de São Paulo deixou de ser estável e está em alta. Nesta quinta-feira (16), pelo 50ª dia seguido, a média móvel foi superior a 200 mortes. Desde o dia 28 de maio, ela não desce deste patamar.


Média móvel é a média dos últimos sete dias e é um indicador confiável para análise da pandemia, porque corrige o atraso nas notificações de novos casos e mortes ocorridos nos finais de semana.

O estado teve 398 mortes nas últimas 24h elevando o número para 19.038. Como a tendência é de alta, as autoridades de saúde projetam até o final do mês, até 7 mil mortes.

Mais 8.872 novos casos foram registrados e o total chegou a 402.048. A projeção do governo é de mais 200 mil casos até o fim de julho.

O avanço da pandemia pode provocar o adiamento das aulas presenciais nas escolas e universidades públicas e particulares das cidades da chamada fase amarela da flexibilização da quarentena, entre elas, a capital paulista. A volta está prevista para o dia 8 de setembro.

O centro de contingência contra o coronavírus, que monitora a doença no estado, decidiu levar em conta o alerta do professor titular da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Eduardo Massad.

Na terça-feira (14), durante uma videoconferência com outros especialistas, ele criticou a retomada das aulas e fez uma estimativa de 17 mil mortes de crianças em todo o país.

“As aulas absolutamente não podem voltar em setembro. Nós temos hoje no Brasil, 500 mil crianças portadoras do vírus zanzando por aí. Se você reabrir agora em agosto, mesmo usando máscara, mesmo botando distância de dois metros, no primeiro dia de aula, nós vamos ter 1.700 novas infecções, com 38 óbitos. Isso vai dobrar depois de 10 dias e quadruplicar depois de 15 dias. Então, abrir as escolas agora é genocídio”, explicou Massad.

O governo paulista também divulgou um balanço das autuações para quem não usou a máscara nos últimos 15 dias. O uso é obrigatório e quem estiver sem a proteção pode ser multado cerca de R$ 500, no caso de pessoa física, e de R$ 5.000 por pessoa flagrada dentro de um comércio.

Apesar de ser muito comum encontrar pessoas sem máscara ou usando-a de forma errada, a Vigilância Sanitária multou apenas 16 dos 7.013 estabelecimentos fiscalizados e quatro pessoas que estavam na rua.

Equipe TV Democracia

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