Shinzo Abe, de 65 anos, anunciou a renúncia ao cargo de primeiro-ministro do Japão nesta sexta-feira (28), por motivos de saúde. Ele sofre de... O mais longevo primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, renunciou ao cargo por motivos de saúde

Shinzo Abe, de 65 anos, anunciou a renúncia ao cargo de primeiro-ministro do Japão nesta sexta-feira (28), por motivos de saúde.

Ele sofre de colite ulcerativa crônica desde a adolescência. É uma doença inflamatória intestinal incurável:”Problemas de saúde podem levar a decisões políticas erradas. Decidi renunciar ao cargo de primeiro-ministro”, disse Abe em coletiva de imprensa, na capital Tóquio.

Ele permanecerá no cargo até a nomeação do sucessor.

O mandato, que começou em 2012, terminaria no ano que vem.

Abe declarou que estava “profundamente triste” por deixar o posto em plena crise do coronavírus e pediu desculpas por não resolver a questão dos reféns japoneses sequestrados há anos pela Coreia do Norte e uma disputa territorial com a Rússia.

Shinzo Abe, que é neto do ex-primeiro-ministro Nobusuke Kishi, assumiu o cargo em duas ocasiões.

NA primeira, aos 52 anos, se tornou o mais jovem primeiro-ministro do país. Ele governou entre 2006 e 2007, quando também renunciou por problemas de saúde e por causa de denúncias de corrupção.

Nesta segunda-feira (24), ele bateu o recorde de longevidade em dias consecutivos de mandato (2.799).

Na atual gestão, quis marcar uma presença mais forte do Japão no cenário internacional. Aproximou-se do presidente dos EUA, Donald Trump, e com isso desagradou a China e as Coreias por conta do nacionalismo e a intenção de reforçar militarmente o país.

No campo interno, Shinzo Abe está com a popularidade em baixa principalmente pela recessão econômica e pelo combate à segunda onda da pandemia do coronavírus iniciada no mês passado.

Ele tentou recuperar a economia japonesa, a terceira maior do mundo, com uma estratégia que ficou conhecida como “Abenomics”, que tinha como receita, a flexibilização monetária, a forte reativação do orçamento e reformas estruturais. Porém, a crise foi agravada pela pandemia e o país entrou em recessão.

A pandemia causou 65.653 casos (1.241 nas últimas 24h e 874 mortes no país que tem cerca de 128 milhões de habitantes. Ela provocou também o adiamento dos Jogos Olímpicos para 2021.

O governo foi criticado por ter sido menos ágil na decisão de decretar medidas mais restritivas de quarentena do que a Coreia do Sul, por exemplo, e por decisões erradas, como a de liberar o desembarque em terra, de turistas que estavam em cruzeiros marítimos vindos de destinos onde a doença começava a se espalhar.

o futuro primeiro-ministro virá das eleições para presidência do partido Liberal-Democrata que hoje está nas mãos de Abe. O nome do eleito ainda precisará passar por votação no parlamento.

Equipe TV Democracia

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