A Organização Mundial da Saúde (OMS) não tem poder de obrigar a vacinação a nenhum país, mas, insiste sobre os benefícios da imunização. A... OMS comenta declaração de Bolsonaro contra a vacinação obrigatória

A Organização Mundial da Saúde (OMS) não tem poder de obrigar a vacinação a nenhum país, mas, insiste sobre os benefícios da imunização.

A declaração foi dada pela porta-voz da OMS, Margareth Harris, nesta terça-feira (20), em Genebra, na Suíça, em coletiva de imprensa acompanhada pelo correspondente da TV DEMOCRACIA, Jamil Chade.

Ela foi questionada sobre a afirmação do presidente Jair Bolsonaro que, nesta segunda-feira (19) disse que a vacinação contra a Covid-19 não será obrigatória e que cabe ao ministério da Saúde decidir sobre a questão, numa referência indireta ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), que disse que a imunização será obrigatória no estado.

Em maio de 2019, o Brasil representado pelo então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o diretor-geral da OMS, o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, e os responsáveis pela Saúde dos EUA, União Europeia e Canadá, se aliaram para liderar uma campanha mundial para derrubar a desinformação sobre as vacinas e reverter uma perigosa tendência de diminuição da cobertura de imunização.

Na ocasião, Mandetta defendeu que a vacina teria de ser “universal e estar na agenda de todos os povos do mundo. Ela é um patrimônio. Enquanto o mundo tiver crianças que precisem de vacinas, nós não podemos deixá-las a mercê de especulações fantasiosas sobre vacinas. Os pais dessa nova geração não sabem o sofrimento. Talvez chamar os avós para que eles possam dar o testemunho do que é o sarampo, do que foi a pólio e das milhares de vítimas que o mundo assistiu e de tristezas.”

O assunto tornou-se prioridade do governo federal.

Em setembro de 2019, em Nova York, o ministro assinou uma declaração conjunta com os EUA e outros países na promoção das vacinas.

Naquele momento, Mandetta alertou que o mundo estava se “deparando com o ressurgimento de doenças que poderiam ser prevenidas com vacinas. Isso é algo inimaginável após os avanços que tivemos na produção e cobertura vacinal no século 20”.

Em fevereiro passado, portanto antes da pandemia do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro assinou uma lei que autorizava as autoridades de saúde, “para enfrentamento da emergência de saúde pública, a determinação de realização compulsória de vacinação ou outras medidas profiláticas”.

Equipe TV Democracia

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