O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu hoje, que a pandemia é muito mais que uma crise de saúde. Em conferência virtual... OMS critica a politização da pandemia

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu hoje, que a pandemia é muito mais que uma crise de saúde. Em conferência virtual organizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus completou: “é uma crise econômica, social e, em muitos países, política. Seus efeitos serão sentidos durante décadas”.

Tedros alertou que a pandemia está acelerando, com um milhão de casos registrados em apenas oito dias. Já são mais de 468.000 mortes e quase 9 milhões de casos comprovados da doença.

A OMS está preocupada com uma possível segunda onda. Depois de dois meses sem novos casos, a China voltou a registrar mais de 220 contágios na capital Pequim. O diretor-geral pediu aos governos que se preparem para novas pandemias que podem acontecer “em qualquer país, a qualquer momento e matar milhões de pessoas, porque não estamos preparados. Não sabemos onde e nem quando vai aparecer a próxima pandemia, mas sabemos que terá um impacto terrível sobre a vida e economias mundiais.”

No final de semana, o Brasil do presidente Jair Bolsonaro, que chegou a chamar a doença de “gripezinha”, registrou 50.000 mortes. Mais uma vez, o presidente não comentou a tragédia sanitária. Moradores de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife tem ignorado as medidas de distanciamento social, lotando praiase ruas e fazendo festas, quando deveriam cumprir as regras de quarentena. O governo decretou a continuidade do fechamento das fronteiras aéreas.

Nos EUA, país com maior número de casos e mortes causadas pela Covid-19, o cidade de Nova York, que já foi o epicentro da doença, começa hoje a flexibilizar a quarentena enquanto estados como Flórida e Alabama, que abririam mais cedo, voltam a ter um aumento de casos de coronavírus.

O presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, que está internado com coronavírus, pediu à população que lute contra a doença “unida e sem descanso”.

O Peru, segundo pais da América Latina e Caribe, com mais casos – 254.96, e o terceiro em mortes (8.045), reabriu hoje o comércio depois de 99 dias de quarentena. Por enquanto, o turismo em Machu Picchu, que está previsto para recomeçar em julho, foi descartado por atrasos na implantação das medidas de biossegurança.

A flexibilização das regras da quarentena na Europa também assusta a OMS. No continente mais afetado pela pandemia, com mais de 192.000 mortes e 2,5 milhões de casos, vários países já deixaram para trás o confinamento que paralisou as economias. Hoje, a França reabre as escolas, cinemas e museus e retorna a prática de esportes coletivos.

Pela primeira vez depois de uma rigída quarentena de três meses, a Espanha saiu do estado de alerta. Desde ontem, os espanhóis podem voltar a frequentar bares, restaurantes e praias. As fronteiras com os demais vizinhos da União Europeia foram reaberturas. A exceção é Portugal, o que deve acontecer no dia 1º de julho. !

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Equipe TV Democracia

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