O presidente Jair Bolsonaro voltou a não usar máscara diante de apoiadores. Foi nesta sexta-feira, na cidade paulista de Eldorado, onde visitou a mãe...

O presidente Jair Bolsonaro voltou a não usar máscara diante de apoiadores.

Foi nesta sexta-feira, na cidade paulista de Eldorado, onde visitou a mãe dele.

O presidente, que deveria servir de exemplo, mais uma vez, mostrou seu lado negacionista da pandemia do coronavírus.

O uso de máscara é obrigatório em São Paulo e pode gerar multa de R$ 500.

No entanto, Bolsonaro se aproximou de um grupo de apoiadores, entre eles, um garoto que não usava máscara.

Rindo, ele disse: “Tá sem máscara? Não pode, não pode”.

Constrangido, o menino colocou a máscara e o presidente brincou de novo: “Pode tirar a máscara, moleque. Fica à vontade aqui.” Depois, apertou a mão do garoto, que estava acompanhado da mãe.

Bem longe do Vale do Ribeira, a região mais pobre de São Paulo, em Genebra, na rica Suíça, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não economizou nas críticas ao presidente brasileiro, que nesta semana declarou não poder “obrigar ninguém a tomar vacina”.

A cientista-chefe da OMS, a pediatra indiana Soumya Swaninathan, especialista no tratamento de tuberculose, disse nesta sexta-feira (4) que “vacinas salvam vidas e que é preciso oferecer mais educação e mais informação sobre o tema para a população”.

“Nós esquecemos o que é varíola, esquecemos o que é morrer de sarampo. É graças às vacinas que não vemos mais essas doenças”, afirmou a médica.

O diretor-geral da agência, o etíope Tedros Adhanom, declarou que as vacinas foram as únicas ferramentas totalmente eficazes para conter doenças mortais.

“As pessoas podem se informar a respeito de como o mundo utilizou as vacinas para diminuir a mortalidade em crianças menores de cinco anos, de como conseguiu a erradicação da varíola. Observem como as vacinas mudaram o mundo”.

Recentemente, a vacina conteve a epidemia de Ebola na África, lembrou Adhanom.

Sobre as vacinas contra a Covid-19, ele confirmou que há um bom número de produtos promissores, “mas elas apenas serão utilizadas quando forem seguras e eficazes, é isso que eu gostaria de assegurar ao mundo”.

Outro organismo multilateral, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) anunciou hoje (4) que vai coordenar a compra e distribuição de vacinas contra o coronavírus e que quantidades “sem precedentes” poderão ser produzidas nos próximos dois anos, no que definiu como “um dos avanços científicos e da fabricação mais rápidos da história”.

A Unicef vai coordenar a distribuição de doses para 92 países de baixa e média renda.

A diretora-executiva, a americana Henrietta Fore, disse também que vai ajudar na aquisição de vacinas para 80 países de alta renda, que manifestaram a intenção de participar da Covax, a iniciativa da OMS para compra e distribuição do medicamento em todo o planeta.

“Trata-se de uma aliança entre os governos, os fabricantes e os associados multilaterais na qual todos devemos dar a nossa parte para continuar a batalha decisiva contra a pandemia de Covid-19”.

O próximo passo será garantir que os países que financiarão a vacina confirmem a participação no Covax antes de 18 de setembro, o que permitirá promover investimentos mais cedo para aumentar as capacidades de fabricação em grande escala através de acordos de aquisição antecipados.

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