A pandemia do coronavírus avança na África. Só nos últimos sete dias, foram registrados 119.648 novos casos. A maioria, na África do Sul (93.086).... OMS está preocupada com avanço da pandemia do coronavírus na África

A pandemia do coronavírus avança na África. Só nos últimos sete dias, foram registrados 119.648 novos casos. A maioria, na África do Sul (93.086). O número de mortes no continente passa de 15,4 mil.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é possível que os números sejam maiores por causa da subnotificação.

Nesta terça-feira (21), a cientista da Universidade de Oxford (Reino Unido), que ao lado do laboratório AstraZeneca, desenvolve uma das vacinas contra o coronavírus em estágio mais adiantado, declarou que ela poderá ser colocada em disponibilidade até o final do ano.

Em entrevista à rádio britânica BBC, Sarah Gilbert, disse que “é preciso que algumas coisas aconteçam. É preciso demonstrar que a vacina funciona em estágio avançado, que é necessária a fabricação de doses em larga escala e que os órgãos regulares licenciem a vacina rapidamente para uso emergencial. Todas essas três coisas têm que acontecer e se juntarem antes que possamos começar a ver uma grande quantidade de pessoas vacinadas”.

A terceira fase de testes clínicos com humanos está em andamento no Brasil, sob supervisão da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e na África do Sul, e vai começar nos Estados Unidos.

A Oxford e a AstraZeneca esperam que, assim que a vacina for liberada, sejam produzidas 1 milhão de doses até setembro.

Outra vacina com potencial para ser aplicada em larga escala, a coronavac começou a ser testada em voluntários brasileiros. Nesta terça-feira (21), a primeira dose foi dada à Dra. Stefânia Teixeira Porto, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Ela é clínica-geral e tem 27 anos.

A coronavac é uma parceria do laboratório Sinovac Biotech, da China, e do Instituto Butantan, de São Paulo, e será testada em 9 mil voluntários de cinco estados brasileiros e do Distrito Federal.

A China anunciou hoje (21), que vai exigir exame negativo de coronavírus aos passageiros de voos com destino ao país. Se o documento, eles serão proibidos de embarcar.

Os exames precisam ser feitos com cinco dias de antecedência em locais indicados pelas representações chinesas nos países de origem dos viajantes.

Enquanto isso, a doação de cerca de 3 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina do laboratório Novartis e dos Estados Unidos ao Brasil se transformou num gasto extra para os estados. O ministério da Saúde estima que a doação atenderia a 250 mil pacientes, mas não informou o custo.

O medicamento vem em frascos com 100 comprimidos. Ele precisa ser fracionado, separado em dose indicada para cada paciente, embalado em caixa própria e não pode ter contato com o meio externo. O processo tem que ser supervisionado por farmacêuticos.

A hidroxicloroquina não tem aval científico para o tratamento contra o coronavírus. Mesmo assim, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, que estão com a doença, fizeram questão de anunciar publicamente que estão usando o remédio.

Equipe TV Democracia

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