As Américas já registraram 30.924.241 casos de Covid-19 e é de longe a região mais afetada pela pandemia. Em segundo lugar, vem a Europa,... OMS está preocupada com uma possível 3ª onda da pandemia na Europa


As Américas já registraram 30.924.241 casos de Covid-19 e é de longe a região mais afetada pela pandemia.

Em segundo lugar, vem a Europa, com 22.603.335 casos.

Os números foram divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) às 17h desta quarta-feira (16).

A OMS está preocupada com o alto risco de uma terceira onda da pandemia de coronavírus na Europa, em janeiro, depois das festas de final de ano.

Somados, os 53 países da zona europeia da organização, incluindo a Rússia, tiveram mais de 1,6 milhão de casos e mais de 34 mil mortes na última semana.

Para diminuir o número de vítimas, a agência recomendou hoje (16) o uso de máscaras e o distanciamento social durante as reuniões familiares de Natal e de Réveillon, que devem ser feitas, de preferência, ao ar livre.

“Pode parecer estranho usar uma máscara e praticar o distanciamento físico na presença de amigos e familiares, mas ajuda muito a garantir que todos estejam seguros e saudáveis. Sempre que possível, as reuniões devem ocorrer ao ar livre. Se acontecerem em ambientes fechados, é importante limitar o número de pessoas e ventilar bem o ambiente para limitar os riscos”.

A epidemiologia francesa Catherine Hill não descarta uma terceira onda de Covid-19 na França.

“Jamais chegaremos aos 5 mil casos esperados pelo governo. Os números não estão mais caindo e provavelmente voltarão a aumentar desde que aliviemos o confinamento. Não estaremos em uma descida, muito pelo contrário. Aí todos vão se deslocar, pegar transporte, se misturar, ver parentes que a gente não costuma ver. E quanto mais pessoas você encontrar, maior será a probabilidade de você estar infectado”.

De acordo com a pesquisa da Universidade Johns Hopkins (EUA) divulgada às 17h desta quarta-feira (16), a França é o quinto país do mundo com mais casos (2.465.022) e o sétimo em número de mortes (59.471).

Mesmo assim, o diretor de pesquisa médica do Instituto Pasteur, Bruno Hoen, entende que o país conseguiu um desempenho “espetacular” no achatamento da curva de contágios e por isso pode flexibilizar o lockdown na contramão de vários países europeus, como a Alemanha e o Reino Unido.

“Tudo depende de como foram administradas as medidas de distanciamento social e o uso de máscaras, essenciais para impedir o contágio interindividual. Irlanda e Noruega também tiveram bons desempenhos. O que conta a partir de agora são os atos do passado, ou seja, como essa epidemia foi controlada ou não dentro de cada território. As consequências são visíveis e imediatas”, disse Hoen.

Equipe TV Democracia

Nenhum comentário ainda. Comente!

Be first to leave comment below.

O seu endereço de e-mail não será publicado.