A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que o Brasil tem, pela primeira vez, a “oportunidade de iniciar um caminho em direção ao controle... OMS indica que o Brasil chegou ao platô, mas o coronavírus segue forte no país

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que o Brasil tem, pela primeira vez, a “oportunidade de iniciar um caminho em direção ao controle da doença, mas, não existem garantias de que a pandemia perca força no país”.

Em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira, na Suíça, o diretor de operações da OMS, o irlandês Michael Ryan, declarou que apareceram os primeiros sinais que os números de proliferação de casos de Covid-19 tenham se estabilizado, o chamado “platô”, nos últimos dias no Brasil.

Segundo o correspondente da TV Democracia, Jamil Chade, que estava presente na coletiva, Ryan afirmou que a OMS “não está vendo o aumento que houve nos meses de abril e maio, quando havia uma taxa elevada de crescimento e que, agora, os números diários estão estabilizados em cerca de 40 a 45 mil casos”.

O diretor da OMS alertou que “essa doença ainda não desceu a montanha e que o Brasil está no meio da luta. O país é um dos exemplos no mundo onde até agora o vírus continua estabelecendo as regras e está controlando a situação. É necessária uma ação ampla e sustentada pelas autoridades por meses para o país suprimir o vírus”.

Ryan lamentou o fato de 11% dos casos serem de profissionais da saúde, o que chamou de “tragédia e que eles estão pagando um preço muito alto”.

Pelo levantamento divulgado às 13h desta sexta-feira, pelo consórcio de veículos de mídia, o Brasil vai passar hoje dos 77.000 mortes. Está bem perto disso: 76.997. Os casos registrados são de 2.021.834. O Brasil está atrás apenas dos Estados Unidos.

Os números globais da pandemia divulgados às 15h de hoje (17) pela Universidade Johns Hopkins (EUA), já são 592.573 mortes e 13.886.446 casos. Mais de 3.600.000 só nos EUA.

O governo da Catalunha, na Espanha, determinou à população da região metropolitana de Barcelona que evite sair de casa para que regras mais rigorosas de quarentena não sejam decretadas.

Teatros, cinemas e instalações esportivas não vão poder abrir. Estão proibidas reuniões com mais de 10 pessoas e os bares e restaurantes vão funcionar com a capacidade limitada a 50%. As medidas, que ainda dependem de autorização de um juiz, devem ser cumpridas por duas semanas.

Na Grande Barcelona, segundo maior área metropolitana da Europa, vivem cerca de 4 milhões de habitantes. Na última semana, foram registrados mais de 500 casos de coronavírus.

Na Espanha, o coronavírus matou 28.416 pessoas e infectou 258.855.

Equipe TV Democracia

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