O mundo está perto de um milhão de mortes por Covid-19. Segundo a Universidade Johns Hopkins (EUA), às 15h desta sexta-feira (25) a pandemia... OMS não descarta que número de mortes por Covid-19 passe de 2 milhões nos próximos meses

O mundo está perto de um milhão de mortes por Covid-19.

Segundo a Universidade Johns Hopkins (EUA), às 15h desta sexta-feira (25) a pandemia já havia causado a morte de 984.813 pessoas e infectado 32.356.829 pessoas em todo o planeta.

Números que a Organização Mundial da Saúde (OMS) podem dobrar nos próximos meses.

Em Genebra, na Suíça, o diretor de emergências da OMS, o irlandês Michael Ryan, alertou que, se o mundo não tomar ações coletivas em larga escala contra a pandemia, dois milhões de mortes por causa da Covid-19 “não é somente possível como, infelizmente, muito provável”.

A pandemia voltou a avançar na Europa.

Na França, por exemplo, onde os números de mortes chegaram a 31.524 e de casos, 536.289.

Mesmo assim, tem muita gente contra novas medidas de restrição anunciadas pelo governo.

Entre elas, o fechamento de bares e restaurantes das grandes cidades, incluindo a capital Paris, por duas semanas.

A decisão levou cerca de mil pessoas a um protesto em Marselha.

A manifestação contou com o apoio da prefeita, Michèle Rubirola, que classificou a decisão do governo do presidente Emmanuel Macron como uma “afronta à cidade porque considerou que os números estavam começando a melhorar”.

Não é o que revelam os dados oficiais que constaram que a taxa de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) já passou dos 50%.

A vice-prefeita, Samia Ghali, também protestou com a proibição de Macron. Ela disse que a prefeitura não vai multar os bares e restaurantes que permanecerem abertos.

Outro país que tenta controlar a segunda onda da pandemia é o Reino Unido, que passou das 42 mil mortes (42.025) e tem 418.889 casos de coronavírus.

Nesta sexta-feira (25), o país registrou recorde de casos (6.874) em um só dia.

Desde abril, o Reino Unido não tinha tantas pessoas infectadas pela Covid-19.

Inglaterra (foto Sérgio Pelc)

O número de internações hospitalares é o maior em três meses.

Desde ontem (24), o norte da Inglaterra e o País de Gales estão sob regras mais rigorosas de quarentena.

Elas incluem o fechamento mais cedo de bares e restaurantes e limitação de pessoas em casamentos (15) e funerais (no máximo, 30).

O governo do primeiro-ministro Boris Johnson também quer que os trabalhadores voltem a trabalhar em esquema de home office.

A economia do Reino Unido teve queda de mais de 20% no segundo trimestre do ano e Johnson já disse que só vai decretar um novo confinamento nacional em último caso.

Uma antiga colônia britânica, a Austrália, conseguiu reverter a tendência de alta da pandemia que assustou o país em junho.

Sydney (foto Beno Suckeveris)


Lá o número de casos chegou a 27 mil e foram registradas 869 mortes.

No entanto, só nas últimas 24h foram apenas 21 casos e a média móvel dos últimos 7 dias (199) despencou 50,6% em um intervalo de 14 dias.

São números do início da pandemia, que esteve sob controle até junho quando surgiu um surto na região metropolitana de Melbourne, a segunda maior cidade australiana.

Equipe TV Democracia

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