O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou nesta terça-feira (24) que, se nem todos tomarem uma futura... OMS volta a defender a vacinação de todos para evitar a circulação da Covid-19 no mundo

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou nesta terça-feira (24) que, se nem todos tomarem uma futura vacina contra Covid-19, o vírus vai continuar a circular e a recuperação global sofrerá atraso.

“No nosso mundo interconectado, se algumas pessoas deixarem de ser vacinadas, o vírus vai continuar circulando e a recuperação global será atrasada”.

A declaração foi dada na Suíça, durante evento online sobre a Covid-19 promovido pela Comissão de Epidemiologia da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), poucos dias depois do presidente Jair Bolsonaro afirmar na reunião do G-20 que é contra a vacinação obrigatória.

Ghebreyesus reconheceu que todo governo tem o direito de fazer o que puder para proteger o próprio povo. Porém, há um risco real de que as pessoas mais pobres e vulneráveis sejam “atropeladas nessa corrida pelas vacinas”.

Ele comemorou o fato da sociedade científica ter estabelecido um novo patamar para o desenvolvimento de vacinas. Ao invés de anos, como costuma ocorrer, elas chegaram à fase final em meses.

“Uma vacina segura e aprovada deve levar ao uso eficaz, e a melhor maneira de fazer isso é pela vacinação de algumas pessoas em todos os países em vez de todas as pessoas em apenas alguns países. Compartilhar é do interesse de cada país e todos eles. Não é caridade. É a maneira mais rápida e inteligente de acabar com a pandemia e acelerar a recuperação econômica global”.

Tão importante quanto uma vacina é o uso de luvas descartáveis principalmente na área da saúde.

Só que o maior fabricante mundial, a Top Glove, precisou fechar temporariamente 16 das 41 fábricas instaladas na Malásia depois que um surto de coronavirus infectou 2 mil funcionários nesta semana.

A Malásia vem enfrentando um avanço da doença.

De acordo com a Universidade Johns Hopkins (EUA), o país bateu o recorde de casos (1.884) nas últimas 24h.

Desde o início da pandemia, a Malásia registrou 337 mortes e 56.659 casos.

Outras 12 unidades da Top Glove estão operando com capacidade reduzida, o que vai resultar no atraso de novas remessas de até um mês, além da queda de 3% nas vendas atuais da empresa.

O impacto foi imediato na Bolsa de Kuala Lumpur, onde as ações da Top Glove tiveram uma forte queda de 7,48%.

A multinacional asiática tem 750 linhas de produção em fábricas na Malásia, Vietnã, China e Tailândia, e emprega mais de 21 mil funcionários.

Ela produz 90 milhões de luvas por ano.

Equipe TV Democracia

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