O governo Bolsonaro está perto de mais um vexame internacional. De acordo com o correspondente da TV DEMOCRACIA em Genebra, na Suíça, Jamil Chade,... ONU: Brasil deve se abster de votar resolução de proteção de mulheres e meninas em crises humanitárias

O governo Bolsonaro está perto de mais um vexame internacional.

De acordo com o correspondente da TV DEMOCRACIA em Genebra, na Suíça, Jamil Chade, o Brasil deve se abster contra uma resolução na Organização das Nações Unidas (ONU) que trata da proteção de mulheres em áreas de conflito ou crise humanitária, como refugiados.

Neste caso ficaria ao lado de países islâmicos que, tradicionalmente, não valorizam os direitos das mulheres.

A resolução deverá ser votada no Conselho de Direitos Humanos entre hoje (6) e amanhã (7).

O projeto proposto pelo Canadá, Uruguai e Suécia, entre outros, já tem apoio de 51 países.

Eles vão insistir na necessidade de que os governos sejam responsáveis pelo acesso da população feminina à Justiça e protejam as mulheres contra abusos principalmente nas crises humanitárias ou em conflitos armados.

Impedir a violação dos direitos delas é “obrigação” dos governos e a ONU deve monitorar a situação e fazer uma avaliação sobre como os países podem proteger mulheres e meninas nestas crises.

Só este ano, 168 milhões de pessoas estão na condição de imigrantes ou refugiados. Deste grupo, mulheres e meninas são as mais vulneráveis a abusos.

Segundo Chade, há uma negociação em andamento para que o documento seja aprovado por consenso.

O Itamaraty não explicou o motivo para não co-patrocinar a resolução. Chade apurou que um dos motivos é o peso que ela coloca sobre países que recebem refugiados e imigrantes, o que cria um desequilíbrio entre as nações.

O Brasil, por exemplo, é um dos países que mais acolheram imigrantes venezuelanos.

A resolução tem apoio do Uruguai, Chile, República Dominicana, Equador até da Hungria e Polônia, que são países historicamente hostis a refugiados e imigrantes.

Mas, a Organização de Cooperação Islâmica, através do Paquistão, apresentou 15 emendas com o claro objetivo de esvaziar o documento, o que não é comum no meio diplomático. É interpretado como sinal de protesto contra a proposta.

Não será surpresa se o Itamaraty seguir o caminho dos países islâmicos, já que o governo Bolsonaro tem horror a referências à saúde reprodutiva ou sexual em textos oficiais alegando que elas abrem brechas para uma futura legalização do aborto.

Ainda nesta área, a postura de Brasília é vetar termos como “igualdade de gênero” nos projetos e apoio em debates sobre transgêneros e gays.

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