Os números globais de vítimas da Covid-19 chegaram a 774.661 mortes e 21.912.218 casos. Os dados da Universidade Johns Hopkins (EUA) foram divulgado às... ONU critica vetos do governo Bolsonaro ao projeto de proteção aos indígenas e quilombolas durante a pandemia

Os números globais de vítimas da Covid-19 chegaram a 774.661 mortes e 21.912.218 casos.

Os dados da Universidade Johns Hopkins (EUA) foram divulgado às 9h desta terça-feira (18).

Os cinco países com mais mortes são os Estados Unidos (170.559), Brasil (108.696), México (57.023), Índia (51.797) e Reino Unido (41.454 – número diminuiu com a mudança de critérios no país).

Em termos de números de casos, os cinco primeiros são os EUA (5.444.115), Brasil (3.363.807), Índia (2.702.742), Rússia (930.276) e África do Sul (589.886).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o avanço da doença é impulsionado por pessoas de até 40 anos, na maioria assintomáticos.

Outra preocupação da OMS é com a taxa de mortalidade das populações indígenas da América do Sul.

Segundo o correspondente da TV DEMOCRACIA em Genebra, na Suíça, Jamil Chade, “os relatos de casos de Covid-19 entre os povos indígenas estão aumentando em toda a região, com uma taxa de mortalidade relatada maior neste grupo em comparação com os povos não-indígenas”, destacou a agência.

A Organização das Nações Unidas (ONU) criticou os vetos do governo Bolsonaro ao projeto do Congresso, que garantiria recursos para a proteção dos povos indígenas e quilombolas diante da pandemia, como o fornecimento de água potável e instalação de hospitais de campanha nas comunidades.

Em carta enviada pela ONU à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, que havia pedido a opinião da instituição sobre o assunto, ela (ONU) afirma que o Estado brasileiro deve adotar “medidas afirmativas concretas para lidar com grupos vulneráveis e se diz preocupada diante da recusa do Executivo em assegurar orçamento. Os artigos vetados pelo governo são, de fato, essenciais para que o país possa cumprir suas obrigações de proteger as populações contra a pandemia”.

“Os governos possuem o dever pessoas que são marginalizadas e que podem enfrentar risco de omissão, exclusão ou desigualdade. Não deixar ninguém para trás deve ser o fio condutor das mais diversas ações de combate à pandemia, conforme as Diretrizes Relativas à Covid-19 publicadas pela OMS”, diz o documento da ONU.

Pelos números registrados até domingo (16), segundo a OMS, o Brasil tem 15,4 mil casos para cada milhão de habitantes. É inferior ao que existe nos EUA, Peru, Panamá e Chile, mas muito superior à média mundial de 2,7 mil.

A taxa de mortalidade brasileira também é elevada: 501 para cada milhão de habitantes. É mais de cinco vezes à média global de 98 mortes por milhão de pessoas.

Nesta terça-feira (18), a OMS anunciou que vai parar de publicar informes diários sobre os novos casos de coronavírus, mas que vai manter um levantamento a respeito no site da agência.

As Américas seguem com o continente mais afetado pela pandemia nos últimos sete dias. Elas respondem por 53% dos casos e 75% das mortes. No Peru, houve uma alta de 220% no número de óbitos em uma semana.

Os números dos EUA podem ser maiores porque houve uma subnotificação dos casos na Califórnia por problemas tecnológicos.

Equipe TV Democracia

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