A Controladoria-Geral da União (CGU), o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Cama de Tut em Palmas (TO)... Operação Cama de Tut tem secretário da Saúde do TO como um dos alvos: há suspeita de desvio de R$ 7 milhões dos cofres públicos

A Controladoria-Geral da União (CGU), o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Cama de Tut em Palmas (TO) e São Paulo.

Um dos alvos é o secretário de Saúde do Tocantins, Edgar Tolini.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região expediu seis mandados de prisão e apreensão.

Há suspeita de superfaturamento na compra de 590 camas hospitalares pelo governo de Tocantins em março.

O contrato de R$ 13,3 milhões foi pago com recursos repassados pela União.

Pelo menos R$ 7 milhões teriam sido desviados.

Cada leito custou R$ 22 mil, bem acima dos valores praticados pelo mercado e pela própria empresa que venceu a concorrência. Ela é suspeita de vencer irregularmente a licitação e de ter pago propina a funcionários públicos.

Na ocasião, as camas antigas, muito delas em bom estado, foram jogadas num terreno do governo.

Em maio, a secretaria da Saúde (SES) chegou a dizer que pagou valor abaixo da média do mercado.

Em nota, a SES justificou a compra do mobiliário hospital alegando que há décadas não havia grandes investimentos nesta área. Ela disse também que “zela pelo erário público e, sempre que necessário, aciona espontaneamente os órgãos de controle para investigar os possíveis abusos e superfaturamentos que muitas empresas tentam impor na oferta de alguns produtos. Fato semelhante ocorreu em abril deste ano, na compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPI)”.

A secretaria também explicou a escolha do modelo das camas, um dos mais caros do mercado, por ter a qualidade necessária para a demanda existente nas unidades hospitalares. Também levou em conta o fato delas terem demonstrado que são duradouras e sem a necessidade de substituição imediata. Além disso, possuem garantia de um ano, período no qual a empresa vencedora da licitação realizará manutenção sem custo adicional.

Só não informou onde estava o secretário, que não foi encontrado pelos agentes da Operação na manhã desta sexta-feira.

Segundo a PF, a licitação foi dirigida para apenas um modelo automatizado de cama hospitalar. Por isso, a Operação foi chamada de “Cama de Tut”, referência ao luxuoso leito do faraó Tutancâmon.

A Justiça poderá processar os suspeitos pelos crimes de fraude a licitação e peculato. As penas somadas podem chegar até 16 anos de prisão.

Equipe TV Democracia

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