A Procuradoria-Geral da República (PGR) prorrogou os trabalhos da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba por quatro meses. Os procuradores da Lava Jato... Operação Lava Jato investiga fraudes nas operações de câmbio da Petrobras: prejuízo é estimado em R$ 100 milhões

A Procuradoria-Geral da República (PGR) prorrogou os trabalhos da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba por quatro meses.

Os procuradores da Lava Jato queriam que as investigações fossem estendidas até setembro do ano que vem.

Nesta quinta-feira, a 74ª fase da Lava Jato, a Operação Sovrapprezzo (sobretaxa) foi deflagrada no Rio de Janeiro, Teresópolis (RJ) e em São Paulo.

Ela investiga fraudes em operações de câmbio contratadas pela Petrobras com o Banco Paulista.

Elas foram praticadas entre 2008 e 2011 e o prejuízo estimado é de R$ 100 milhões.

Essa fase da Lava Jato foi autorizada pelo juiz Luiz Antônio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que expediu mandados de busca contra três executivos do Banco Paulista, em São Paulo, e outras 12 pessoas, entre elas, três funcionários da gerência de câmbio da Petrobras e quatro familiares deles, que são suspeitos de participação no esquema. Não há mandado de prisão.

Ele também determinou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados em contas no Brasil e no exterior até o limite de R$ 97,065 milhões.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), funcionários do Banco Paulista cobravam sobrepreço nas operações da operação e diferença era desviada para executivos da Petrobras.

O esquema funcionou entre agosto de 2008 e março de 2011. Neste período, o banco intermediou o equivalente a R$ 7,7 bilhões em operações de compra e venda de dólares com a estatal, volume que era negociado pelos três funcionários da gerência de câmbio.

Eles dividiam a propina com empregados do banco em troca do direcionamento dos negócios cambiais para a instituição financeira.

Os parentes participavam na dissimulação e na ocultação do aumento do patrimônio, por meio de empréstimos e doações falsas.

De acordo com a Polícia Federal, a quadrilha movimentou os valores no Brasil e no exterior através de off shores; subfaturou a compra de imóveis e negócios e montou contratos fictícios de prestação de serviços firmados entre o banco e empresas dos envolvidos, entre outras formas de burlar a fiscalização.

Os suspeitos vão responder por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e associação ou organização criminosa.

Equipe TV Democracia

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