Endereços ligados ao ex-vereador e miliciano Cristiano Girão são alvos de operação de busca e apreensão deflagrada pela Polícia Civil e o Ministério Público... Operação no Rio investiga ex-vereador envolvido num duplo homicídio praticado pelo assassino de Marielle Franco

(foto Beno Suckeveris)

Endereços ligados ao ex-vereador e miliciano Cristiano Girão são alvos de operação de busca e apreensão deflagrada pela Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) na manhã desta quarta-feira (9), no Rio e São Paulo.

Um dos endereços é a penitenciária de Bangu, na zona norte do Rio, onde está preso um chefe de milícia.

Girão teria contratado o policial militar reformado Ronnie Lessa para praticar o envolvimento no duplo assassinato do casal Juliana Sales Oliveira e o miliciano André Henrique da Silva Souza, o Zóio, no dia 14 de junho de 2014.

Lessa seria o autor de mais de 40 tiros que mataram o casal.

A motivação do crime era uma disputa territorial entre Girão e Zóio.

Segundo as investigações da Delegacia de Homicídios do Rio, o duplo homicídio foi de forma semelhante à execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, que também foram mortos pelo PM reformado, com ajuda de outro policial, o motorista Élcio de Queiroz.

Zóio e Juliana estavam num carro abordado em movimento por pelo menos três homens que estavam em outro carro, quando foram executados.

Lessa e Queiroz estão presos na penitenciária de segurança máxima de Porto Velho, a capital de Rondônia.

Cristiano Girão está em liberdade no Nordeste desde 2015, depois de ser condenado por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Ele é monitorado por tornozeleira eletrônica e não pode voltar ao Rio de Janeiro.

Equipe TV Democracia

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