Oito pessoas, entre elas, cinco policiais da ativa, foram presas na manhã desta quinta-feira (30), numa operação do Ministério Público do Rio de Janeiro... Operação prende PMs da ativa que comandavam milícia na zona oeste do Rio

Oito pessoas, entre elas, cinco policiais da ativa, foram presas na manhã desta quinta-feira (30), numa operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Eles são acusados de pertencer a uma milícia que atua na zona oeste do Rio, responsável por vários crimes na comunidade Asa Branca: comércio de cigarros contrabandeados do Paraguai e de sinais clandestinos de TV a cabo (“gatonet”), corrupção, exploração ilicíta de pontos de mototáxi, entre outros.

A Operação Gogue Magogue, nome inspirado na Bíblia que representa os inimigos do povo de Deus, cumpre seis mandados de prisão e 23 de busca e apreensão contra 14 policiais militares e 8 policiais civis.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do MPRJ, o policial militar, Jorge Henrique da Silva, o “Dô, é o líder da milícia.

Ele, o braço-direito e segundo da hierarquia da quadrilha, o sargento da PM, Adelmo da Siva Guerini Fernandes, o 3º sargento, Nielsen da Silva Barbosa, o cabo Leonardo de Oliveira e o 2º sargento Marcos Paulo Custódio Alves já estão presos.

Marcos Paulo foi preso no Palácio Guanabara, a sede do governo estadual.

A Operação procura o subtenente Francisco Santos de Melo que está foragido.

Uma mulher, por porte ilegal de arma, e dois homens que estavam com drogas, também foram presos.

As investigações apontaram extorsão de mototáxistas na zona oeste do Rio e o pagamento de propinas a PMs de dois batalhões da região em troca de informações privilegiadas sobre bloqueios e outras atividades policiais.

“Traço da organização é o emprego de violência e ameaça contra aqueles que, de alguma forma, atrapalham seus interesses. Telefonemas interceptados revelam que os mototaxistas que deixavam de pagar as taxas impostas pelos milicianos eram sumariamente banidos da região, ameaçados, agredidos fisicamente, ou tinham suas motocicletas arbitrariamente confiscadas”, revelou o Gaeco.

A milícia também é suspeita de prática de invasão de propriedade, grilagem de terra, exploração sexual de menores e lesões corporais contra integrantes da própria organização que cometessem erros ou desobedecessem a ordens de superiores.

Equipe TV Democracia

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