A Arquidiocese de Goiânia afastou temporariamente o padre Robson de Oliveira das atividades religiosas nesta segunda-feira (24). O arcebispo metropolitano, D. Washington Cruz, justificou... Padre acusado de irregularidades em GO é afastado das funções religiosas

A Arquidiocese de Goiânia afastou temporariamente o padre Robson de Oliveira das atividades religiosas nesta segunda-feira (24).

O arcebispo metropolitano, D. Washington Cruz, justificou a medida devido à “necessidade de prevenir escândalos, garantir o curso da Justiça e tutelar a fé, bem como investigar as acusações contra o padre Robson de Oliveira”.

Uma empresa será contratada pela Igreja Católica para fazer uma auditoria nas contas da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), que era presidida pelo padre, que também era o responsável pelo santuário Basílica de Trindade.

Na sexta-feira (21), ele foi um dos alvos da Operação Vendilhões deflagrada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) e pela secretaria de Segurança Pública do estado.

O padre é acusado de desvio e lavagem de dinheiro na Afipe, que cuida as obras da nova Basílica de Trindade. Ele nega qualquer irregularidade.

As obras bancadas com doações de fiéis começaram há oito anos e deveriam terminar em 2018 ao custo de R$ 100 milhões. Mas, a previsão é que o santuário só fique pronto em 2026 e dever custar mais de R$ 1 bilhão.

Segundo o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, houve uma movimentação de R$ 2 bilhões na Afipe. “A Basílica foi orçada em R$ 100 milhões. Com esse valor movimentado, já daria para ter construído 20 basílicas”.

O projeto é faraônico. Um prédio de uma altura equivalente a 30 andares será construído em uma área de 120 mil metros², e terá o maior sino suspenso do mundo. Ele foi fabricado na Polônia, tem 4 metros de altura, 4,5 metros de diâmetro e pesa 55 toneladas.

O MP-GO suspeita que R$ 120 milhões foram desviados para compra de uma fazenda avaliada em R$ 6,3 milhões e de uma casa de praia de R$ 2 milhões, na Bahia.

As investigações indicam que o padre criou várias associações com a mesma finalidade, endereço e nome igual ou similar a Afipe, que receberam doações de fiéis de todo o país. Só a Afipe ganhava cerca de R$ 20 milhões por mês.

Algumas empresas que negociavam com a entidade tinham os mesmos sócios e funcionavam no mesmo endereço.

Equipe TV Democracia

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