O “pai” do projeto nuclear iraniano, Mohsen Fakhrizadeh, morreu nesta sexta-feira, em Damawand, perto da capital Teerã. Ele sofreu um atentado quando estava em... “Pai” do programa nuclear iraniano é morto em atentado

O “pai” do projeto nuclear iraniano, Mohsen Fakhrizadeh, morreu nesta sexta-feira, em Damawand, perto da capital Teerã.

Ele sofreu um atentado quando estava em um carro. Chegou a ser levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Testemunhas disseram ter ouvido o barulho de uma explosão seguida de rajadas de metralhadoras.

O governo iraniano acusou o Mossad, o serviço secreto israelense, pelo ataque.

O chanceler Javad Zarif classificou o atentado como “covardia e um ato terrorista e que há sérias indicações do papel israelense”.

“Terroristas assassinaram um eminente cientista iraniano hoje. Esta covardia – com sérias indicações do papel israelense – mostra uma guerra desesperada contra os perpetradores. O Irã apela à comunidade internacional – e especialmente à União Europeia – para acabar com seus vergonhosos padrões duplos e condenar este ato de terror de Estado”.

O jornal The New York Times informou que o cientista era um dos principais alvos dos agentes israelenses e dos serviços de inteligência dos EUA.

O governo do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, não quis comentar o caso.

Mohsen trabalhou no programa de armas nucleares do Irã, o Amad (Esperança) por duas décadas.

Oficialmente, o projeto foi suspenso na década de 2000, mas há suspeitas de que continuava secretamente.

O Irã sempre negou que estava produzindo uma arma atômica e que o programa nuclear era para fins pacíficos.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que o país “realizou atividades relevantes para o desenvolvimento de um dispositivo explosivo nuclear em um programa estruturado” até 2003.

Equipe TV Democracia

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