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(Assista) O conselheiro também criticou o que chamou de posicionamento “criminoso” do presidente Jair Bolsonaro, em relação ao isolamento social e ao coronavírus

Edução de Rafael Bruza

Em entrevista à TV Demoracia nesta quarta-feira (06), o conselheiro do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Moyses Longuinho, avalia que diversos países perceberam a gravidade da crise do coronavírus e adotaram o lockdown como uma atitude “responsável”, enquanto o Brasil vem flexibilizando políticas de isolamento social.

“A face mais terrível dessa epidemia vem nos óbitos que vão crescendo ao longo do aumento de infectados e temos populações que de certa forma são mais vulneráveis a desenvolver a forma grave (do covid-19)”, afirma o conselheiro. “O lockdown já é uma medida conhecida e adotada por países que perceberam a gravidade da epidemia e resolveram tomar atitudes realmente responsáveis. Aqui no Brasil, nós adotamos medidas de isolamento por recomendações do Ministério da Saúde, porém, na prática, muitas destas medidas já foram flexibilizadas, levando a população ao risco de se expor à infecção”.

O lockdown é considerado uma medida extrema, que deve ser adotada apenas em situação de grave ameaça ao sistema de saúde. Neste caso, todas as entradas do perímetro são bloqueadas por profissionais de segurança. Além disso, ninguém tem permissão de entrar ou sair do perímetro isolado. O objetivo é mesmo interromper qualquer atividade por um curto período de tempo.

Alguns países adotaram o lockdown para enfrentar o avanço do novo coronavírus. Entre eles estão: Hungria, Dubai, África do Sul, Arábia Saudita, Índia, China, Jordânia, Argentina, Bélgica, Malásia, França, Espanha, Kuwait, Irlanda, Noruega, Dinamarca e Itália.

O conselheiro também criticou o que chamou de posicionamento “criminoso” do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre isolamento social e coronarívus. Longuinho argumenta que os discursos e a “desinformação” difundida pelo presidente incentivam as pessoas a flexibilizarem quarentenas e voltar à normalidade.

Segundo o conselheiro, a crise do coronavírus no Brasil, caso as medidas de contenção de infectados não sejam endurecidas, terá consequências “negativas e cruéis”.

 

Fabio Pannunzio

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