A Suíça é um dos países europeus onde está havendo um avanço da pandemia do coronavírus. Lá já foram registradas 3.765 mortes e 280.648... Pandemia da Covid-19 já contaminou funcionários da OMS e da ONU na Suíça

A Suíça é um dos países europeus onde está havendo um avanço da pandemia do coronavírus.

Lá já foram registradas 3.765 mortes e 280.648 casos, sendo que o pico de casos (21.926) aconteceu no dia 2 de novembro e nas últimas 24h ocorreram 101 óbitos, número próximo do recorde (167) do último dia 16.

Ironicamente, a Suíça é o país-sede da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de outros organismos internacionais ligados à Organização das Nações Unidas (OMS).

De acordo com um ilustre morador de Genebra, a capital do multilateralismo, o correspondente da TV DEMOCRACIA, Jamil Chade, a cidade é foco da transmissão mais intensa da Covid-19 na Europa.

Na própria OMS, onde circulam mais de 2,4 mil funcionários, 65 contraíram a doença. Há uma investigação interna para apurar a origem do contágio.

A sede foi praticamente esvaziada e raros funcionários são autorizados a entrar no edifício para liderar os trabalhos sobre a pandemia.

O próprio diretor-geral da agência, o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus está em isolamento social há uma semana. Ele teve contato com uma pessoa contaminada. Outra ironia é que, ele cobrou “testes, testes e testes” de todos os governos, mas não foi testado.

O diretor de operações da agência, o irlandês Michael Ryan, alertou para situação de Genebra como “uma das transmissões mais intensas do mundo”.

Nos últimos 7 dias, foram 892 casos para cada 100 mil pessoas. É a maior taxa da Europa.

Segundo especialistas entrevistados por Chade, Genebra está pagando por uma falta de cuidados como distanciamento social, o uso de máscara, a falta de testes e outras medidas mais frouxas de quarentena.

Agora, para tentar controlar a pandemia, restaurantes, comércio e prédios públicos foram fechados. Eventos foram cancelados, reuniões entre familiares não podem ter mais de cinco pessoas e o uso de máscara finalmente se tornou obrigatório.

Enquanto a taxa de testes positivos de Covid-19 chegou a 28% em Genebra, em outra sede da ONU, Nova York, estava com 3% no final de outubro.

A crise sanitária da cidade suíça afeta questões internacionais como negociações de paz em várias partes do mundo. Casos das crises na Síria, Líbia e no Afeganistão.

Elas passaram a ser feitas por videoconferência como aconteceu com a última Assembleia-Geral da ONU, em Nova York.

Há poucos meses, quatro diplomatas da delegação síria que negociariam um acordo de paz em Genebra, testaram positivo para Covid-19 e foram colocados em quarentena.

O chefe do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, e a vice-diretora também contraíram a doença.

Na sede suíça da ONU, são mais de 158 casos confirmados, dos quais 30 na última semana.

Em Nova York, foram mais 138 pessoas contaminadas pelo coronavírus.

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