A pandemia da Covid-19 matou 1.514.387 pessoas e infectou outras 65.669.150 em todo o planeta. Os dados constam da pesquisa da Universidade Johns Hopkins... Pandemia: Rússia já vacinou mais de 100 mil pessoas e campanha no Reino Unido começa na semana que vem

A pandemia da Covid-19 matou 1.514.387 pessoas e infectou outras 65.669.150 em todo o planeta.

Os dados constam da pesquisa da Universidade Johns Hopkins (EUA) divulgada às 18h20 desta sexta-feira (4).

A Rússia, que é o quarto país com mais casos, anunciou que já vacinou mais de 100 mil pessoas contra a Covid-19.

A campanha começou esta semana em Moscou, com a aplicação da vacina Sputnik V em professores, profissionais da Saúde, trabalhadores de transportes e assistentes sociais.

A meta é vacinar 2 milhões de pessoas até o final do mês.

O governo russo já exportou a vacina para vários países, como a Sérvia, e fechou acordo de produção ou distribuição para a Coreia do Sul, Índia, Cazaquistão, Egito e o México, entre outros países.

O Paraná está interessado na Sputnik V, mas ela depende de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser produzida e testada no Brasil.

Outra vacina promissora é a da farmacêutica americana Moderna.

O jornal New England Journal of Medicine publicou ontem (3) o primeiro estudo independente sobre a vacina da Moderna.

A pesquisa foi feita pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH), o equivalente britânico ao nosso SUS, que estudou a duração dos anticorpos produzidos pelo medicamento.

A conclusão é que a imunidade gerada por duas doses da vacina tem duração de pelo menos três meses após a segunda aplicação.

Agora, os 34 voluntários serão acompanhados por mais 1 ano e 1 mês para ver como será o comportamento da vacina a longo prazo.

A expectativa é que a imunidade dure mais do que os três meses já observados.

Na semana passada, a Moderna informou que a vacina foi 94,1% eficaz e não apresentou efeitos colaterais graves.

A empresa entrou com pedido na agência que regulamenta alimentos e medicamentos nos EUA, a FDA, para a liberação para uso emergencial do produto.

A decisão da FDA deverá sair no próximo dia 17.

Segundo o jornal The New York Times, se a vacina for aprovada, na semana seguinte, no dia 21, começará a imunização dos primeiros americanos.

Nos EUA, a produção inicial será de aproximadamente 20 milhões de doses até o dia 31.

A Moderna planeja colocar no mercado entre 100 e 125 milhões de doses no primeiro trimestre do ano que vem.

Outra concorrente, a multinacional americana Pfizer, que desenvolve uma vacina com a empresa alemã BioNTech, deu prazo até a semana que vem para o governo brasileiro decidir se compra o produto.

Segundo os fabricantes, a vacina tem 95% de eficácia.

O ministério da Saúde resiste em dar uma resposta por causa do preço caro, da pouca oferta de doses para as necessidades brasileiras e pela dificuldade de conservar a vacina a -70°, o que tornaria inviável o armazenamento em freezers comuns.

Para resolver este problema, o laboratório planeja entregar a vacina em embalagens para 5 mil doses, com temperatura controlada e gelo seco. A Pfizer garante que o imunizante duraria 15 dias.

A multinacional americana já deu entrada no processo de registro na Anvisa.

O prazo inicial de 60 dias poderá diminuir por causa da urgência no combate à pandemia.

A Pfizer já fechou acordos com mais de 30 países. Entre eles, os EUA, a União Europeia e vários países latino-americanos.

O México, quarto país do mundo com mais mortes por Covid-19, já comprou 34,4 milhões de doses da vacina, que ainda está sendo analisada pela agência reguladora local.

O segundo país mais populoso da América Latina, com 126 milhões de habitantes, espera começar a campanha de vacinação ainda este mês e planeja imunizar 17 milhões de pessoas até abril.

O governo mexicano também tem acordo com a AstraZeneca, multinacional europeia que desenvolve outra vacina com a Universidade de Oxford (Reino Unido).

O Peru já garantiu 9,9 milhões de doses da vacina Pfizer e mais 13,2 milhões que virão do Covax, a aliança mundial de vacinas coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O governo quer começar a imunização antes de abril.

A Colômbia negocia com a Pfizer e tem planos de vacinar mais de 20% da população no 1º semestre de 2021.

O Chile já está testando as vacinas da Pfizer, da AstraZeneca e a chinesa Coronavac.

O país encomendou 84,4 milhões de doses, sendo 60 milhões só da Coronavac.

O Reino Unido, que foi o primeiro país a aprovar a vacina Pfizer, vai começar a campanha de vacinação na semana que vem.

Ela será liderada pelo serviço público de Saúde (NIH), que vai distribuir a vacina gratuitamente.

Cada pessoa vai receber duas doses.

Equipe TV Democracia

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