Os partidos Rede e Cidadania vão protocolar um pedido de cassação do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) ao Conselho de Ética do Senado nesta sexta-feira...

Os partidos Rede e Cidadania vão protocolar um pedido de cassação do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) ao Conselho de Ética do Senado nesta sexta-feira (16).

A decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastá-lo do cargo de senador por 90 dias, dificilmente, será acatada pelo plenário do Senado.

Apesar de ter sido flagrado com mais de R$ 33 mil escondidos na cueca por 90 dias e ser acusado pela Polícia Federal (PF) e Procuradoria-Geral da República (PGR) de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos destinados ao combate à pandemia do coronavírus, em Roraima, Rodrigues conta com a proteção da maioria dos colegas.

A princípio, o caso só irá para plenário depois de analisado no Conselho de Ética.

O Democratas quer ter acesso às investigações e vai pedir que Rodrigues deixe o partido.

Ele era vice-líder do governo no Senado desde março de 2019 e nesta quinta-feira (16), entregou o cargo.

Ontem (16), em rede social, o presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que não tem nada a ver com o caso.

Veja no link  https://youtu.be/kbzd48O_JLI por volta de 11min.

Ele afirmou que a definição dos vice-líderes do governo no Congresso cabe aos próprios líderes partidários e não a ele.

“Alguns querem dizer que o caso de Roraima pertence ao meu governo, porque ele [Chico Rodrigues] é meu vice-líder. Olha, pessoal, eu tenho no total 18 vice-líderes no Congresso, 15 na Câmara, que foram indicados pelos respectivos líderes partidários, e três no Senado. Que é de comum acordo, tá?”, afirmou Bolsonaro.

“Esse senador, ora nesse caso em Roraima, gozava do prestígio, carinho de quase todos. Nunca vi ninguém falar nada contra ele. Aconteceu esse caso? Lamento. Hoje (15) foi afastado da vice-liderança. Agora, querer vincular o fato de ele ser vice-líder à corrupção do governo não tem nada a ver”.

Ele repetiu que “não há corrupção” no governo, mas, com uma ressalva:

“Quando eu falo ‘não tem corrupção no governo’, eu repito: não tem. O que é o governo? São meus ministros. Se tiver alguma irregularidade, vai ter investigação”, frisou o presidente.

Bolsonaro e Chico Rodrigues foram colegas de longa data na Câmara, quando eram deputados federais.

No Senado, Rodrigues foi relator da indicação do filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para embaixador nos EUA, que acabou sendo rejeitada.

Um dos primos de Eduardo, Léo Índio, é funcionário do gabinete do senador e muito próximo a outro filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Ele recebe salário de mais de R$ 22 mil por mês.

Rodrigues também é padrinho de vários ocupantes de cargos federais em Roraima.

Equipe TV Democracia

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