O ex-operador financeiro do PSDB em São Paulo, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, foi denunciado por lavagem de dinheiro pela força-tarefa da... Paulo Preto é denunciado mais uma vez por corrupção nas obras do Rodoanel de SP

O ex-operador financeiro do PSDB em São Paulo, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, foi denunciado por lavagem de dinheiro pela força-tarefa da Lava Jato em São Paulo nesta terça-feira (29).

Ele e outro ex-diretor da estatal Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), Mário Rodrigues Júnior, mais o ex-executivo da empreiteira Galvão Engenharia, José Rubens Goulart Ferreira, a mulher dele, Andrea Bucciarelli Pedrazzoli, e o irmão Cristiano Goulart Ferreira foram denunciados à Justiça Federal por irregularidades em contratos na construção do Rodoanel (foto), principal obra viária do estado que segue inconcluída há mais de 10 anos.

De acordo com os procuradores do Ministério Público Federal (MPF), eles “praticaram atos de lavagem de capitais em contas mantidas na Suíça e abertas em nome de offshores (empresas criadas em paraísos fiscais), servindo para receber pagamentos ilícitos vinculados ao Grupo Galvão Engenharia”.

Paulo Preto recebeu propina em 2007 e 2010, quando foi diretor de engenharia da Dersa, cargo que assumiu em 2005.

Neste período, os governadores de São Paulo foram Geraldo Alckmin e José Serra, ambos do PSDB, e que também são alvos de denúncias da Lava Jato.

O ex-operador do partido já foi condenado duas vezes pela Justiça Federal a mais de 140 anos de prisão.

Ele chegou a ficar preso preventivamente no ano passado.

Desta vez, as apurações são ligadas às propinas pagas pela Galvão Engenharia para fazer parte do cartel de construtoras do Rodoanel que definiu a divisão e o superfaturamento das obras.

Os dois ex-diretores da Dersa receberam o dinheiro em contas abertas na Suíça em nome de empresas offshores.

O esquema montado pelo ex-executivo da Galvão Engenharia contava com a ajuda do irmão Cristiano, operador do mercado financeiro suíço, que atuava como representante de Paulo Vieira e Mário Rodrigues, cuja mulher Andrea também foi acusada de receber parte dos recursos transferidos ao marido.

Na denúncia apresentada à Justiça Federal, a força-tarefa da Lava Jato pediu também a devolução dos valores ilícitos recebidos e a reparação dos danos causados aos cofres públicos.

Equipe TV Democracia

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