A pandemia de Covid-19 matou 173.979 pessoas e contagiou outras 6.396.754 no Brasil. Os dados do consórcio de veículos de imprensa foram divulgados às... Pazuello minimiza avanço da pandemia e prazo de validade de testes encalhados em SP

A pandemia de Covid-19 matou 173.979 pessoas e contagiou outras 6.396.754 no Brasil.

Os dados do consórcio de veículos de imprensa foram divulgados às 13h desta quarta-feira (2).

Uma das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) no combate à pandemia é fazer o maior número de testes possíveis para detecção do coronavírus.

No entanto, além de não utilizar os mais de 7 milhões de kits que estão parados em um galpão em Guarulhos (SP), o ministério da Saúde arrumou um “jeitinho” para que a validade deles dure mais tempo.

O ministro, o general Eduardo Pazuello, afirmou que vai pedir à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para alongar o prazo de validade.

Ele participou de uma audiência pública na Câmara nesta quarta-feira (2).

Pazuello explicou que os testes, quando foram adquiridos, tinham uma validade “emergencial e bem pequena”, e que já estava previsto que o prazo de validade seria estendido.

“A caixa do kit, quando chegou, à época foi feito registro inicial com a Anvisa, e a empresa dando uma validade pequena, emergencial, para iniciar o uso. Bem pequena, de 8 meses. Essa validade inicial seria e será renovada. Porque os componentes do teste todos têm validade muito mais estendida”.

Ele também garantiu que não vão faltar testes para os estados.

“Vai ser renovada essa validade. Não vejo nenhum motivo para não. E, sim, vamos ter testes normalmente para atender as demandas dos estados”.

De acordo com o ministério da Saúde, a validade de mais de 7 milhões de testes caduca no próximo mês: 2.814.500, em dezembro; e 3.979.700, em janeiro.

Quase 300 mil kits (212.900, em fevereiro, e 70.800, em março) têm validade até março.

Sobre a compra de vacinas para Covid-19, o ministro declarou que 15 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca chegarão ao país entre janeiro e e fevereiro.

Ele disse que “duas ou três” farmacêuticas atendem as necessidades do país nos quesitos cronograma e quantidade de doses, mas que “a história é bem diferente quando se senta para negociar”.

“Ficou muito óbvio que são muito poucas as fabricantes que têm a quantidade e o cronograma de entrega efetivo para o nosso país. Quando a gente chega no final das negociações e vai para o cronograma de entrega e fabricação, os números são pífios. Os números são pífios. Números de grande quantidade, realmente, se reduz a uma, duas, três ideias. A maioria fica com números muito pequenos para o nosso país. Na hora que vai efetivar a compra, vai escolher, não tem bem aquilo que tu quer, o preço não é bem aquele, e a qualidade não é aquela”.

Pazuello não citou quais seriam as empresas que mudam os termos das negociações.

Ele admitiu a possibilidade de compra da vacina desenvolvida pela multinacional americana Pfizer e pela empresa alemã de biotecnologia BioNTech, por meio da Covax Facility, o mecanismo criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para aquisição e distribuição equitativa de vacinas.

A vacina Pfizer/BioNTech foi aprovada no Reino Unido, que vai começar a vacinação em massa na semana que vem.

O medicamento precisa ser mantido a temperaturas de, no mínimo, -70°C, o que ficaria fora dos padrões das unidades de saúde do Brasil, mas, os fabricantes dizem que têm tecnologia para conservar em temperaturas semelhantes a de uma geladeira comum.

Pazuello minimizou a volta de restrições em vários estados para conter o avanço da pandemia.

Contra todas as evidências científicas e os números do próprio ministério que indicam o crescimento do número de casos, ele declarou que não se pode mais falar em afastamento social depois das aglomerações registradas durante as eleições municipais e ainda negou o “aumento da contaminação”.

“Se esse vírus se propaga por aglomeração, por contato pessoal, por aerossóis, e nós tivemos a maior campanha democrática que podia ter no nosso país, que é a municipal, nos últimos dois meses, se isso não trouxe nenhum tipo de incremento ou aumento em contaminação, não podemos falar mais em lockdown, nem nada. Então, não se fala mais em afastamento social”.

O presidente Jair Bolsonaro, Pazuello e outros ministros testaram positivo para Covid-19. Mas, infelizmente, não aprenderam nada com a doença e os cuidados que devem ser tomados.

Equipe TV Democracia

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