A pandemia da Covid-19 matou 177.400 pessoas e infectou outras 6.630.949 no Brasil. Os números foram divulgados pelo consórcio de veículos de mídia às... Pazuello prevê início da vacinação contra Covid-19 em março

A pandemia da Covid-19 matou 177.400 pessoas e infectou outras 6.630.949 no Brasil.

Os números foram divulgados pelo consórcio de veículos de mídia às 13h desta terça-feira (8).

De acordo com o monitoramento do Imperial College de Londres, a taxa de transmissão (Rt) do coronavírus no Brasil subiu de 1,02 para 1,14.

Ou seja, que 100 pessoas contaminadas podem transmitir o vírus para outras 114.

O aumento de internações de pacientes com Covid-19 cresce nas redes hospitalares das duas maiores cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro.

Os governadores cobraram hoje (8) do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, mais agilidade para elaboração de um plano nacional de imunização e questionaram a indefinição sobre a compra da vacina Coronavac desenvolvida pelo Instituto Butantan de São Paulo e pelo laboratório chinês Sinovac.

Eles estiveram reunidos por videoconferência no Palácio do Planalto.

Pazuello preferiu destacar o medicamento já encomendado à multinacional anglo-sueca AstraZeneca, que desenvolve uma vacina com a Universidade de Oxford (Reino Unido).

O ministro anunciou que a chamada vacina Oxford deverá ser submetida neste mês à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e poderá ser aprovada no final de fevereiro.

“Isso é AstraZeneca, em que fase está: previsão de submeter à Anvisa (em dezembro). Previsão de registro? Previsão de início no final de fevereiro. Então, se Deus quiser, com tudo pronto nós iniciarmos a vacinação da AstraZeneca”.

Pazuello ressalvou: “Se houver recomendações incompletas, para o relógio. Se isso acontecer, nós só vamos ter registro efetivo da AstraZeneca final de fevereiro, mesmo que tenham chegado as 15 milhões de doses em janeiro. A Anvisa ela seguirá dentro dos seus critérios técnico, com certeza ela vai fazer o mais rápido possível”.

Sobre as negociações para a compra da Coronavac, ele espera que a análise pela Anvisa termine em cerca de dois meses e, que antes da liberação pelo órgão, não pretende fechar acordo.

“O presidente (Jair Bolsonaro) falou claramente isso aí: todas as vacinas que tiverem seu êxito, sua eficácia com seus registros da Anvisa da maneira correta e, se houver necessidade, por que não adquirir? O presidente colocou de forma clara, o resto faz parte do dia a dia das discussões do país”.

Pazuello respondeu às cobranças dos governadores de São Paulo, João Doria (PSDB-SP) e do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), sobre a resistência do governo federal em adquirir doses da Coronavac.

Ele lembrou que o Butantan já é parceiro do ministério da Saúde em outras vacinas, mas lembrou aos governadores que as fases 1 e 2 de testes da Coronavac são “chinesas”. “Não é brasileira. Isso tudo precisa ser passado para a Anvisa de uma forma muito clara. A Anvisa está na China avaliando as fábricas da Sinovac. As coisas estão acontecendo. Quando tivermos imunizantes registrados, vamos avaliar a demanda e levar ao Palácio, aos órgãos”.

Ontem (7), Dino entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que os estados sejam autorizados a comprar diretamente vacinas liberadas por agências regulatórias dos EUA, União Europeia, Japão e China.

Equipe TV Democracia

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