O processo de impeachment do governador Wilson Witzel (PSC-RJ) vai prosseguir e o julgamento final poderá acontecer em janeiro. Por ordem da Justiça Federal,... Pedido de impeachment contra Witzel é aceito pelo Tribunal Especial Misto do RJ

O processo de impeachment do governador Wilson Witzel (PSC-RJ) vai prosseguir e o julgamento final poderá acontecer em janeiro.

Por ordem da Justiça Federal, Witzel está afastado do cargo por 180 dias desde o final de agosto.

O governador é acusado de envolvimento em esquema de corrupção na área da Saúde do estado do Rio de Janeiro.

O pedido de impeachment foi aceito por unanimidade pelo Tribunal Especial Misto formado por cinco deputados estaduais e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça do estado.

A sessão começou às 10h05 e em pouco mais de 2h, a maioria simples de 6 votos já havia sido obtida.

Além da continuidade do processo, o Tribunal Especial Misto decidiu cortar 1/3 do salário de Witzel e despejá-lo do Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador do estado.

A sessão foi aberta pelo presidente do Tribunal Especial Misto e do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Cláudio de Mello Tavares.

Ele espera concluir o processo até meados de janeiro: “O julgamento político foi na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Aqui é jurídico, técnico e transparente. A sociedade precisa de resposta rápida”.

O relator, o deputado Waldeck Carneiro (PT-RJ), lembrou dos atos de Witzel no combate à pandemia do coronavírus, entre eles, a decretação do estado de calamidade, a dispensa de licitação para compra de equipamentos e contratos suspeitos de irregularidades como os assinados com organizações sociais, que prometeram instalar oito hospitais de campanha, mas entregaram apenas dois.

“Nos termos da denúncia, a conduta do governador foi considerada improba”, destacou Carneiro.

Um dos desembargadores que seguiram o relator, José Carlos Maldonado de Carvalho, afirmou que “o estado do Rio de Janeiro tem lamentavelmente um passado vergonhoso no que diz respeito à gestão. Não há como negar a plausibilidade da acusação”.

Equipe TV Democracia

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