Pela primeira vez duas mulheres vão receber juntas o Nobel de Química. O prêmio será dado à francesa Emmanuelle Charpentier, de 51 anos, diretora... Pela 1ª vez 2 mulheres vão dividir o Nobel da Química: americana e francesa revolucionaram o estudo do genoma

Pela primeira vez duas mulheres vão receber juntas o Nobel de Química.

O prêmio será dado à francesa Emmanuelle Charpentier, de 51 anos, diretora do Instituto Max Planck de Biologia de Infecções de Berlim (Alemanha), e para a professora americana, Jennifer Doudna (à direita na foto), de 56 anos, da Universidade de Berkeley (EUA).

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (8) pela Academia Real de Ciências da Suécia.

As cientistas foram premiadas pelo desenvolvimento do Crispr, um método que revolucionou a genética ao acelerar o processo do genoma de células.

A tecnologia é utilizada hoje em todos os laboratórios que estudam o assunto, como o Instituto do Genoma da Universidade de São Paulo, onde trabalha a geneticista brasileira Mayana Zatz.

“É uma ferramenta absolutamente fantástica para estudar doenças genéticas, e que vai ter aplicação terapêutica num futuro muito próximo – já esta tendo, em doenças hematológicas e câncer”.

A francesa Charpentier comemorou o fato dela e de Doudna serem as primeiras mulheres agraciadas na mesma edição do Nobel de Química.

“Eu gostaria de passar uma mensagem positiva a meninas que gostariam de seguir o caminho da ciência. Acho que nós mostramos a elas que, em princípio, uma mulher na ciência pode ter impacto na ciência que elas estão fazendo. Espero que Jennifer Doudna e eu possamos passar uma mensagem forte às meninas”.

As cientistas vão dividir o prêmio de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,3 milhões).

Ontem (6), a americana Andrea Ghez ganhou o Nobel de Física com outros dois pesquisadores.

Antes de Charpentier e Doudna, cinco mulheres já haviam recebido o Nobel em Química: a franco-polonesa Marie Curie (1911),a filha dela, a francesa Irène Joliot-Curie (1935); a britânica Dorothy Crowfoot Hodgkin (1964), a israelense Ada E. Yonath (2009); e mais recentemente a americanana Frances H. Arnold (2018).

Nesta quinta-feira (8), será anunciado o Nobel de Literatura.

A entrega dos prêmios será por meio virtual no dia 10 de dezembro, em Estocolmo, na Suécia.

Equipe TV Democracia

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