Pela primeira vez desde a criação do ministério da Defesa, em 1989, o governo aponta a possibilidade de conflitos militares no “entorno estratégico” do... Pela 1ª vez em 31 anos, relatório da Defesa prevê possível conflito armado na América do Sul

Pela primeira vez desde a criação do ministério da Defesa, em 1989, o governo aponta a possibilidade de conflitos militares no “entorno estratégico” do Brasil: América do Sul, Antártica e o oceano Atlântico Sul até a costa ocidental da África. Isso não significa que o país esteja próximo de um conflito armado.

É o que revelaram os documentos apresentados pelo ministério nesta quarta-feira (22), em reunião com o presidente Jair Bolsonaro, por videoconferência, e outros ministros e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), no Palácio do Planalto. A imprensa não pode cobrir o evento.

Por lei, a cada quatro anos, o governo federal atualiza os estudos sobre política, estratégia e recursos de defesa para serem enviados ao Congresso.

Pelos documentos, o “entorno estratégico” tem reservas naturais que, em um cenário de escassez, poderá “ensejar a ocorrência de conflitos nos quais prevaleça o uso da força ou o seu respaldo para a imposição de sanções políticas e econômicas”.

Em outro trecho, o ministério defende que, o Atlântico Sul deve ser mantido como zona de paz e cooperação, e destaca que o período sem conflitos armados na região contribui para a cooperação entre os países sul-americanos.

Porém, alerta que “não se pode desconsiderar a possibilidade de ocorrência de conflitos armados no continente, de modo que o Brasil poderá ver-se motivado a contribuir para a solução de eventuais controvérsias regionais ou mesmo para defender seus interesses”.

A Defesa avalia que, nos últimos anos cresceu o “espectro do conflito estratégico-militar entre as maiores potências, com a volta da competição pela supremacia global. Contudo, a interdependência econômica mundial favorece a busca por soluções negociadas de controvérsias”.

O ministério pediu um aumento do investimento no setor militar, que hoje é de cerca de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB), para 2% do PIB, além da regularidade orçamentária.

Equipe TV Democracia

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