A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Tokens nesta terça-feira. Há suspeita de fraudes em áreas da Amazônia Legal que podem chegar a um... PF apura fraudes em áreas de preservação ambiental na Amazônia Legal: prejuízos são estimados em R$ 150 milhões

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Tokens nesta terça-feira. Há suspeita de fraudes em áreas da Amazônia Legal que podem chegar a um prejuízo de R$ 150 milhões.

O nome da operação é uma referência aos Tokens, certificados digitais de fiscais e gestores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que teriam sido falsificados e usados pela organização criminosa para ocupar ilegalmente terras de preservação ambiental, que são proibidas para fins agropecuários ou para exploração florestal.

Foram expedidos mandados de busca, apreensão e de prisão nos estados de Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Sul, Tocantins e no Distrito Federal.

Entre os alvos está o ex-deputado federal, Sandro Mabel (MDB-GO), que já foi acusado pela Lava Jato de receber propina da construtora Odebrecht.

Mabel, que é o presidente da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg) tem uma fazenda no município de Canabrava do Norte (MT), que teria sido beneficiada pelo esquema criminoso. Ele negou dizendo que adquiriu a propriedade regularmente e que se há irregularidade, o problema é da antiga proprietária.

Segundo a PF, a quadrilha tinha dois grupos, os falsificadores e os estelionatários.

Na divisão de tarefas, um grupo falsificava documentos de verdadeiros servidores do Ibama. De posse deles, o segundo grupo obtinha tokens para desbloquear propriedades autuadas e emitir certidões negativas.

Pelo menos 54 pessoas físicas e jurídicas (empresas) atuaram na desinterdições de propriedades rurais no Pará e Mato Grosso, causando prejuízo de R$ 150 milhões para a União, em multas não pagas e ações ilegais em áreas ambientais.

Os envolvidos vão responder por crimes contra o meio ambiente, estelionato, uso de documento falso, alteração de sistema de dados, prevaricação (servidor público que age por interesse próprio no exercício do cargo), descumprimento de ordens de embargos e corrupção.

As penas vão de multa a até 12 anos de prisão.

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