Pelo menos R$ 120 mil em espécie foram apreendidos na Operação Iniquidade deflagrada pela Polícia Federal (PF) nos estados de Minas Gerais e Espírito... PF deflagra operação em MG e ES: 2 juízes participavam de esquema fraudulento de falências

Pelo menos R$ 120 mil em espécie foram apreendidos na Operação Iniquidade deflagrada pela Polícia Federal (PF) nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo nesta terça-feira (24).

De acordo com a PF, o nome é uma referência às condutas ilícitas de dois juízes investigados que se traduzem em atos contrários a um julgamento justo.

A operação apura crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e peculato (desvio de dinheiro público).

Os agentes cumpriram 26 mandados de busca e apreensão em cinco cidades mineiras (Belo Horizonte, Nova Lima, Sete Lagoas, Carlos Chagas e Teófilo Otoni) e em duas capixabas (Vila Velha e Pinheiros).

Eles estiveram em casas, empresas e escritórios de advocacia.

A operação foi autorizada pela 1ª Vara Criminal de Sete Lagoas, que também decretou 18 medidas cautelares (proibição de sair do país, de fazer contato com os outros investigados, entre outras), sequestro de bens imóveis, indisponibilidade de veículos e o bloqueio de cerca de R$ 65 milhões em contas bancárias e de investimentos.

As investigações começaram depois que empresários da cidade mineira denunciaram pedidos de propinas feitos pelos juizes Flávio Prado Kretlin e José Ilceu Gonçalves Rodrigues, da 3ª Vara Cível da Comarca de Sete Lagoas, durante a tramitação do processo de falência de duas empresas.

O esquema contava com advogados, administradores judiciais de falência, um servidor da Justiça e empresários.

Um dos juízes já foi aposentado compulsoriamente por envolvimento no caso.

O magistrado contava com uma advogada e um ex-assessor para aliciar vários empresários que financiavam e adquiriam créditos de falência para obter grandes lucros com essas transações.

Os valores pagos pelos créditos de falência eram baixos, por causa do alto risco de não receberem nada ou muito pouco em troca.

Porém, eles se multiplicavam quando o juiz modificava completamente o processo e determinava o pagamento dos créditos bem acima do esperado dos demais credores públicos (Fazendas Federal, Estadual e Municipal).

Equipe TV Democracia

Nenhum comentário ainda. Comente!

Be first to leave comment below.

O seu endereço de e-mail não será publicado.