A Polícia Federal (PF) deflagrou operações contra lavagem de dinheiro nas campanhas eleitorais no Rio e em Barra do Garças (MT) nesta quinta-feira (12).... PF deflagra operações contra envolvimento das milícias em campanhas eleitorais

A Polícia Federal (PF) deflagrou operações contra lavagem de dinheiro nas campanhas eleitorais no Rio e em Barra do Garças (MT) nesta quinta-feira (12).

Entre os alvos, os irmãos, o ex-deputado estadual Natalino e o ex-vereador Jerominho Guimarães, que já foram condenados por chefiar quadrilhas de milicianos na zona oeste da capital fluminense e são tidos como fundadores da Liga da Justiça; a filha de Natalino, Jéssica, filha de Natalino, e Suêd Haidar

Suêd é candidata à prefeita do Rio pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB) e Jéssica disputa o cargo de vice como sua companheira de chapa.

Não houve mandados de prisão na Operação Sólon deflagrada no Rio porque a Lei eleitoral não permite prisões na véspera das eleições, exceto em caso de flagrante.

Segundo a PF, os irmãos, que não são candidatos, estariam lavando dinheiro das milícias na campanha da filha de Jerominho, Carminha, que disputa uma vaga na Câmara de Vereadores pelo PMB.

A 16ª Zona Eleitoral do Rio expediu 12 mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos por 85 policiais federais em residências, comitês de campanha e empresas ligadas aos investigados.

Entre as apreensões, estão R$ 320 mil em espécie, uma arma sem registro legal, dólares e máscaras contra a Covid-19 com propaganda eleitoral.

Em Barra dos Garças, um dos alvos foi uma candidata à vereadora em Nova Iguaçu (RJ) em 2016.

Ela foi presa em flagrante por ter tentado destruir um celular que havia sido apreendido.

Por meio de aplicativos e redes sociais, os milicianos escolhiam e bancavam as campanhas eleitorais dos candidatos. Os valores eram transferidos por empresas de fachada ligadas aos envolvidos.

Além disso, disseminavam fake news sobre as eleições.

Os irmãos Guimarães são apontados como fundadores da Liga da Justiça, embrião da maior milícia do Rio. Eles ficaram presos por 11 anos e foram soltos em 2018.

Segundo o Ministério Público do Rio (MP-RJ), o símbolo do Batman, apelido do ex-policial Ricardo Teixeira Cruz, um dos líderes da organização criminosa, era usado para marcar as casas e os comércios que pagavam pelos “serviços” dos milicianos.

Quem se recusava a pagar sofria violência ou era assassinado.

Em 2007, auge do domínio econômico e do terror na zona oeste do Rio, a Liga da Justiça era chefiada pelo Batman e outros ex-policiais Toni Ângelo Souza Aguiar (“Toni Angelo”) e Marcos José de Lima (“Gão”), além dos irmãos Guimarães.

Com a prisão dos líderes, depois de 2008, o grupo passou a ser liderado pelo traficante Carlinhos Três Pontes.

Com a morte dele, o irmão Wellington da Silva Braga, o Ecko, assumiu a chefia da maior milícia do Rio. Hoje, ele é o criminoso mais procurado do estado.

Equipe TV Democracia

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