A Polícia Federal (PF) fez hoje (24), uma nova etapa da Operação Acrônimo, na residência do ex-comandante-geal da Polícia Militar de Minas Gerais, o... PF faz operação na casa de ex-comandante da PM-MG

A Polícia Federal (PF) fez hoje (24), uma nova etapa da Operação Acrônimo, na residência do ex-comandante-geal da Polícia Militar de Minas Gerais, o coronel reformado Helbert Figueiró de Lourdes, no bairro de Santo Agostinho, em Belo Horizonte.

O militar, que ocupou o cargo no governo de Fernando Pimentel (PT-MG), é suspeito de tentar atrapalhar as investigações decorrentes da Operação Acrônimo, que começou em outubro de 2014.

Na época, a PF apreendeu mais de R$ 113 mil que estavam com três passageiros de um jatinho vindo de Belo Horizonte e que havia pousado no aeroporto de Brasília. O dinheiro teria sido desviado de recursos públicos para o financiamento de campanhas eleitorais que teriam ligações com o então governador mineiro. Um inquérito foi aberto no dia seguinte à apreensão.

No dia 29 de maio de 2015, uma nova etapa da Operação Acrônimo foi realizada nos estados de Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro e no Distrito Federal, onde a PF apreendeu documentos no apartamento da primeira-dama do governo de Minas, Carolina de Oliveira.

O delegado regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Dennis Cali disse na ocasião, que não estava investigando nenhuma autoridade com prerrogativa de foro privilegiado ou partido político.

A defesa de Carolina apresentou documentos à Justiça de Brasília, no dia 1º de junho de 2015, que comprovavam a inocência da ex-primeira-dama mineira. O advogado Pierpaolo Bottini afirmou que ela tinha uma assessoria de comunicação que funcionou no local até julho de 2014, antes da operação da PF.

Na segunda fase da Operação Acrônimo, em junho de 2015, os policiais federais cumpriram 19 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Uberlândia (MG) e Brasília.Na capital mineira, um dos alvos foi um escritório usado na campanha de reeleição de Pimentel, em 2019.

A pedido da Polícia Federal, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou a abertura de inquérito para investigar os crimes de “lavagem” de dinheiro e desvio de recursos públicos para campanhas eleitorais. O ex-governador e a mulher estão entre os supostos envolvidos.

Na operação encerrada por volta das 7h30 desta quarta-feira, os policiais federais apreenderam três celulares e um computador. Ainda hoje, o ex-comandante-geral da PM deverá responder se avisava Fernando Pimentel sobre as ações da PF em Belo Horizonte, e de quem recebia as informações. A Polícia Federal suspeita de pessoas da própria corporação.

Pimentel não quis comentar a operação da PF. Ele alegou que desconhece “totalmente o teor da mesma” e negou ter recebido “informações privilegiadas” de quem que que seja sobre assuntos da Polícia Federal.

Equipe TV Democracia

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