Depois de dois trimestres negativos, o Brasil cresceu 7,7% no 3º trimestre e saiu oficialmente da recessão econômica. Foi a maior alta do Produto... PIB sobe 7,7% no 3º trimestre e o Brasil sai oficialmente da recessão

Depois de dois trimestres negativos, o Brasil cresceu 7,7% no 3º trimestre e saiu oficialmente da recessão econômica.

Foi a maior alta do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, desde o início da série em 1996, mas, não superou as perdas provocadas pela pandemia do coronavírus.

A perda acumulada entre janeiro e setembro é de 5% na comparação com o mesmo período de 2019.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (3).

No 1º trimestre, o PIB caiu 1,5% e no 2º, o mais afetado pela pandemia, o tombo foi histórico (-9,6%).

A alta de 7,7% entre julho e setembro é a maior desde o 3º trimestre de 1996, quando o IBGE registrou 4,3%.

No entanto, o PIB do 3º trimestre ficou 3,9% abaixo em relação ao mesmo período do ano passado, o terceiro resultado negativo seguido nesta base de comparação.

Os setores da economia que tiveram as maiores altas no 3º trimestre foram: a indústria de transformação (23,7%), o comércio (15,9%), a indústria em geral (14,8%) e o consumo das famílias (7,6%).

Houve um aumento de 11% nos investimentos, mas as exportações caíram 2,1% e as importações despencaram 9,6%.

“Houve uma recuperação no terceiro, contra o segundo trimestre, mas se olharmos a taxa interanual, a queda é de 3,9% e no acumulado do ano ainda estamos caindo, tanto a Indústria quanto os Serviços. A Agropecuária é a única que está crescendo no ano, muito puxada pela soja, que é a nossa maior lavoura”, explicou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

A agricultura teve uma ligeira retração de 0,5%, o que foi considerado pelo IBGE como ajuste de safra.

O setor cresceu 2,4% no acumulado do ano enquanto a indústria teve queda de 5,1% e os serviços recuaram 5,3%.

“O pico da economia, o ponto mais alto do PIB, foi registrado em 2014. Agora, nós estamos 7,3% abaixo dele. No 2º trimestre o PIB ficou 14% abaixo desse pico”, disse Rebeca.

O IBGE revisou para cima o PIB do ano passado, que subiu de 1,1% para 1,4%.

De acordo com o levantamento da Austin Rating, o PIB do 3º trimestre do Brasil foi superior ao dos EUA (7,4%) e ao do Chile (5,2%), por exemplo, mas, ficou bem abaixo de quatro países europeus: França (18,2%, Espanha (16,7%), Itália (16,4%) e Reino Unido (15,5%).

A China cresceu apenas 2,7%, mas foi a única potência econômica que registrou PIB positivo no 2º trimestre.

Equipe TV Democracia

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