O Brasil passou de 183 mil mortes por Covid-19 e se aproxima dos 7 milhões de casos. Já são 183.053 óbitos e 6.985.555 infectados.... Plano Nacional de Vacinação inclui novos grupos de risco e a possível compra da Coronavac

O Brasil passou de 183 mil mortes por Covid-19 e se aproxima dos 7 milhões de casos.

Já são 183.053 óbitos e 6.985.555 infectados.

Os dados do consórcio de veículos de imprensa foram divulgados às 13h desta quarta-feira (16).

Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, apresentavam o plano nacional de operacionalização da campanha de vacinação contra Covid-19 no Palácio do Planalto.

Vários governadores, alguns sem máscara que é obrigatória em espaços públicos no Distrito Federal, estiveram no evento, que não contou com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP).

Ao contrário do começo dos primeiros casos de Covid-19 que classificou de “histeria”, desta vez Bolsonaro afirmou que a pandemia “afligiu desde o início”.

“Realmente, nos afligiu desde o início. Não sabíamos o que era esse vírus, como ainda não sabemos em grande parte, dr. Caiado (referindo-se a Ronaldo Caiado, governador de Goiás presente na cerimônia). E nós todos, irmanados, estamos na iminência de apresentar uma alternativa concreta para nos livrarmos desse mal”.

Já o ministro da Saúde minimizou a ansiedade da população por uma vacina contra o coronavírus.

“Acreditem. O povo brasileiro tem capacidade de ter o maior sistema único de saúde do mundo, de ter o maior programa de imunização do mundo. Nós somos os maiores fabricantes de vacinas da América Latina. Pra que essa ansiedade, essa angústia?”, questionou Pazuello.

A versão final do plano de vacinação incluiu os presos, quilombolas e trabalhadores de transporte coletivo entre os grupos prioritários, que já tinham os idosos, profissionais da saúde, professores e indígenas.

Outra novidade foi a inclusão da Coronavac, a vacina contra coronavírus desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e pelo Instituto Butantan de São Paulo, entre os imunizantes que poderão ser comprados pelo governo Bolsonaro.

Atendendo ao presidente, o ministério da Saúde não abriu mão da assinatura de um termo de responsabilidade para interessados nas vacinas, mas apenas para aquelas de uso emergencial.

Para as que tiverem obtido o registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a pessoa não precisará assinar o documento.

“O registro, se for de vacina no Brasil, ele segue para a Anvisa, e ela vai avaliar conceder ou não o registro. Isso é a normalidade. Dentro dessa normalidade, onde é garantida a eficácia e segurança, não há necessidade de termo de responsabilização. Estamos diante de outro modelo, que é a autorização de uso emergencial, que permite que um laboratório disponibilize a vacina para grupos específicos mesmo sem a conclusão dos testes clínicos”.

Neste caso, “todos os que forem voluntários a receber terão que assumir esse compromisso por escrito”, disse Pazuello.

A medida foi criticada pelo diretor-executivo do Instituto Questão de Ciência (IQC), o advogado Paulo Almeida.

“Extremamente infeliz e irresponsável essa fala do presidente quanto a uma medida provisória que vai exigir de indivíduos que tenham interesse em se vacinar contra a Covid assinatura de um termo de responsabilidade. Primeiro porque isso não é necessário desde que a vacina tenha aprovação, seja extraordinária, seja regular de registro de autoridades sanitárias competentes. E, segundo, porque isso, em última instância, vai diminuir a cobertura vacinal em função da pessoa que quando for à UBS (Unidade Básica de Saúde) tomar a sua vacina tenha que assinar um termo”.

Almeida teme que haja desistência de interessados na vacina.

“Eventualmente vai fazer com que várias pessoas desistam de tomar vacina por excesso de burocracia”.

A ex-coordenador do programa nacional de imunizações, a epidemiologista Carla Domingues também é contra a exigência do termo de responsabilidade.

“Quando a vacina passou pelo estudo de fase 3, já se tem um resultado da qualidade e da segurança e da eficácia. Não justifica no programa de vacinação pedir um termo de consentimento. Parece que o presidente não quer que a vacina aconteça no nosso país. Ele está jogando contra a população que quer buscar a vacinação”.

Equipe TV Democracia

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