A Divisão de Homicídios de Porto Alegre vai ouvir nesta sexta-feira (27) os dois seguranças brancos que espancaram até a morte o cidadão negro... Polícia ouve hoje os 2 seguranças que mataram João Alberto

A Divisão de Homicídios de Porto Alegre vai ouvir nesta sexta-feira (27) os dois seguranças brancos que espancaram até a morte o cidadão negro João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, pai de quatro filhos.

O crime aconteceu no dia 19 em uma unidade da rede de supermercados Carrefour na capital gaúcha.

Os seguranças Magno Braz Borges e Giovane Gaspar da Silva e a fiscal da loja, Adriana Alves Dutra, estão presos.

A polícia já ouviu 34 pessoas e o inquérito, que deveria terminar hoje (27), foi prorrogado pela Justiça por mais 15 dias.

O caso que chocou o país foi classificado como “absurdo” pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Na abertura de uma audiência pública nesta sexta-feira (27), Maia disse que é preciso incluir definitivamente a discussão sobre discriminação racial na pauta da Câmara.

“Infelizmente a gente sabe que o racismo no Brasil é uma questão estrutural, não vem de hoje, vem de longe. Acho que nós precisamos de forma definitiva aproveitar este momento e esse grupo para que gente possa fazer um debate com apoio da sociedade e a gente possa introduzir de forma definitiva na pauta da Câmara essa questão e as soluções que a política precisa encontrar junto com a sociedade”.

Um trecho de uma das avenidas mais movimentadas de São Paulo, a 9 de Julho, amanheceu com a frase “O futuro é uma mulher preta” pintada no asfalto pelo Coletivo de Artistas Produtores Culturais”.

É o mesmo grupo que, no domingo (22) pintou a frase “Vidas Pretas Importam” na avenida Paulista, em frente do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Equipe TV Democracia

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