O planeta chegou a 157.528 mortes e 5.415.671 casos de coronavírus. Os números foram divulgados pela Universidade Johns Hopkins (EUA) às 14h45 desta terça-feira... Políticas dos EUA e do Brasil de combate à Covid-19 são criticadas no New York Times

O planeta chegou a 157.528 mortes e 5.415.671 casos de coronavírus.

Os números foram divulgados pela Universidade Johns Hopkins (EUA) às 14h45 desta terça-feira (27).

Os EUA e o Brasil somados registraram 383.530 óbitos e 14.149.287 infectados pela Covid-19.

O péssimo desempenho dos dois países no combate à pandemia foi assunto de reportagem publicada pelo jornal The New York Times nesta terça-feira.

Segundo a reportagem, os presidentes americano Donald Trump e brasileiro Jair Bolsonaro têm um “desprezo compartilhado pelo vírus” e construíram “uma campanha ideológica que minou a capacidade da América Latina de responder à Covid-19”.

O continente já era vulnerável por causa de sistemas de saúde pouco estruturados e cidades densamente povoadas, mas “ao expulsar médicos, bloquear a assistência e promover falsas curas, Trump e Bolsonaro pioraram a situação, desmantelando as defesas”.

Os dois líderes nacionalistas desafiaram a ciência e colocaram a economia e as políticas de curto prazo à frente das advertências dos especialistas em saúde.

Eles pressionaram a saída de 10 mil médicos e enfermeiras cubanas do Brasil, Equador, Bolívia e El Salvador antes da pandemia e sem serem substituídos, o que piorou a já deficiente estrutura de saúde.

A reportagem cita os ataques de Trump e Bolsonaro à Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), que acusaram de envolvimento com o governo cubano.

O presidente americano ainda quase levou à agência continental mais capaz de combater a pandemia à beira da falência ao não liberar o financiamento prometido no auge da doença.

“Em seu zelo para se livrar dos médicos cubanos, o governo Trump puniu todos os países do hemisfério e, sem dúvida, isso significou mais casos de Covid e mais mortes”, criticou o ex-chefe de estratégia e planejamento para a OPAS e ex-funcionário do Departamento de Estado americano no governo Clinton, Mark L. Schneider.

O ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta, completou dizendo que “A OPAS não tinha as ferramentas e não tinha o dinheiro. A OPAS não pôde expandir da maneira que precisava, e no Equador, na Bolívia, havia pessoas morrendo em suas casas e corpos deixados nas ruas por falta de assistência”.

A reportagem citou a insistência de Trump e Bolsonaro em tentar fazer da hidroxicloroquina o principal remédio no tratamento de pacientes com Covid-19, apesar das recomendações médicas de que, além de ineficaz, é perigoso.

Em abril, a FDA, a agência americana de reguladora de alimentos e medicamentos, não autorizou o uso da hidroxicloroquina.

Porém, “Um mês depois, Trump anunciou que os EUA enviariam ao Brasil dois milhões de doses”.

Pelo menos um milhão está encalhado nos depósitos do Exército brasileiro.

Em mais um pronunciamento polêmico, o presidente americano e candidato à reeleição criticou hoje (27) a cobertura da imprensa sobre a pandemia e afirmou que a população “não ouvirá muito sobre isso mais” no dia 4 de novembro, o dia seguinte às eleições presidenciais.

“Tudo o que a mídia fake news quer falar é sobre Covid, Covid, Covid. No dia 4 de novembro, vocês não estarão ouvindo muito sobre isso mais. Estamos dobrando a curva”, escreveu o republicano, sem deixar claro o que fará em relação ao tema caso seja reeleito.

O quarto país em número de casos (1.537.142), a Rússia pediu a aprovação do uso emergencial da vacina Sputnik V à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o diretor do fundo estatal russo que coordena a produção do medicamento, Kirill Dmitriev, a aprovação “permitirá que a Sputnik V seja incluída na lista de produtos médicos que atendem aos principais padrões de qualidade, segurança e eficácia”.

A vacina russa desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, de Moscou, foi a primeira do mundo contra a Covid-19, mas sem passar pelos protocolos da OMS, como a exigência de testes com milhares de voluntários e análise das pesquisas por um comitê independente.

Ela poderá ser produzida e testada pelo governo do Paraná, mas isto depende de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A agência informou que, não há prazo para a aprovação da Sputnik V e que depende da qualidade dos dados apresentados pelo fundo russo para concluir se ela atende aos critérios científicos de praxe.

A OMS declarou que “ainda não pré-qualificou nenhuma vacina” contra a Covid-19 e nem publicou uma lista de uso emergencial”.

Além da Sputnik V anunciada em agosto pelo presidente Vladimir Putin, há outra vacina russa, a EpiVacCorona desenvolvida pelo Instituto Vector, da Sibéria, que recebeu registro da Rússia neste mês.

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