Termina nesta sexta-feira (18) o prazo para os países aderirem ao Covax, o programa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para impulsionar o desenvolvimento... Prazo para países aderirem ao programa mundial de vacinas da OMS termina amanhã: já são mais de 170

Termina nesta sexta-feira (18) o prazo para os países aderirem ao Covax, o programa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para impulsionar o desenvolvimento e distribuição de vacinas contra a Covid-19.

Nesta quinta-feira (17), Dia Mundial da Segurança do Paciente, o diretor-geral da OMS, o etíope Tedhros Adhanom Ghebreyesus disse que “mais de 170 países aderiram ao Covax, ganhando acesso garantido ao maior portfólio mundial de vacinas candidatas”.


Ele também homenageou os trabalhadores da saúde.

O diretor-geral da OMS pediu aos governos maiores esforços para proteger o setor tão atingido pela pandemia.

Segundo a agência, 14% dos casos globais – 4 milhões dos 29 milhões de diagnósticos confirmados – são de profissionais da saúde.

Tedros afirmou que esse porcentual chega a 35% em alguns países: “Na maioria dos países, esses profissionais não representam mais do que 2% ou 3% da população total, então os números mostram o alto risco que esses trabalhadores enfrentam. “A covid-19 nos lembrou do papel vital que os trabalhadores da saúde desempenham em salvar vidas”.

Ele lembrou que os profissionais da saúde não lidam apenas com o risco de contágio, mas também de discriminação ou mesmo de ataques verbais ou físicos.

De acordo com pesquisa da instituição, 1 em cada 4 profissionais do setor afirmou ter sofrido ansiedade ou depressão durante a pandemia, e 1 em cada 3 sofreu insônia.

O diretor de emergências da OMS, o irlandês Michael Ryan, comentou hoje (17), sem citar nomes, os comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, que seguem caminho inverso ao preconizado pelas autoridades de saúde do país.

Nesta quinta-feira (16), Trump se opôs às declarações do diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, Robert Redfield.

O candidato à reeleição anunciou que uma vacina contra Covid-19 deverá ficar pronta antes de novembro, coincidentemente, o mês das eleições presidenciais.

No entanto, Redfield afirmou que uma vacina poderia ser amplamente lançada em meados de 2021 e que as máscaras poderiam ser ainda mais eficazes.

Na Suíça, Ryan deu a posição da OMS: “O que é importante é que os governos, instituições científicas, deem um passo para trás, revisem as evidências e forneçam as informações mais abrangentes e fáceis de entender para que as pessoas possam tomar as medidas. É entender a confusão, preocupação e apreensão. E não rir disso e não transformar em algum tipo de futebol político”.

Em Copenhague, na Dinamarca, o diretor da OMS Europa, o belga Hans Kluge, manifestou preocupação com o nível de transmissão do coronavírus no continente, que classificou de “alarmante”.

“Os números de setembro deveriam servir de alerta para todos nós na Europa, onde o número de casos é superior aos registrados em março e abril”, declarou Kluge.

A OMS Europa também é contra a redução do período de quarentena como está sendo planejado em alguns países como a França.

“Nossa recomendação de quarentena de 14 dias está baseada em nossa compreensão do período de incubação e transmissão da doença. Apenas a revisaríamos com base em nosso conhecimento científico, o que não é o caso no momento”, enfatizou a diretora de emergências da OMS Europa, Catherine Smallwood.

Equipe TV Democracia

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